Os 30 Anos de Jornada nas Estrelas: A Nova Geração

Nesse dia 28 de setembro faz 30 anos do lançamento da segunda série no universo de Jornada nas Estrelas. O primeiro episódio de Jornada nas Estrelas: A Nova Geração, "Encounter at Farpoint" ou "Encontro em Longínqua" foi exibido pela primeira no dia 28/09/1987 estrelado por Patrick Stewart como capitão Jean Luc Picard, Jonathan Frakes como o comandante William T. Riker, Brent Spiner como o tenente comandante Data, LeVar Burton como o tenente George LaForge, Marina Sirtis como a conselheira Deanna Troi, Michael Dorn como o tentente Worf, Gates McFadden como a doutora Beverly Crusher, Denise Crosby como a tenente Natasha Yar e Wil Wheaton como Wesley Crusher..

Já nos anos 70 existia um movimento para uma nova série de Kirk e cia. que se chamaria Jornada nas Estrelas Fase II, no entanto, devido ao sucesso de Guerra Nas Estrelas, ou Star Wars, a Paramount decidiu levar a tripulação clássica para o cinema, então o projeto da série foi congelado. Com o sucesso dos filmes, em 1986 a Paramount decidiu retomar o projeto para a TV. Também criada por Roddenberry, mas com uma nova tripulação, nascia assim Jornada nas Estrelas: A Nova Geração.

Várias pessoas que trabalharam nos filmes e na série original também trabalharam em A Nova Geração como, Bob Justman, D. C. Fontana, Eddie Milkis, e David Gerrold. A produção executiva ficou com Rick Berman, onde permaneceu até a série Enterprise.

Jornada nas Estrelas: A Nova Geração foi a primeira série vendida em syndication, ou seja, não pertencia a nenhum canal e ganhava apenas o que fosse lucrado com as propagandas no seu horário, sendo exibida em vários canais diferentes em diferentes horários. Geralmente as séries são vendidas apenas para um canal e só depois do seu fim passam para syndication. Esse esquema de venda de série de um estúdio para vários canais que tornou a série possível, ela já era cara devido aos efeitos e cenários, mesmo assim conseguiu se pagar e durou 7 anos, pois naquela época havia uma avidez gigantesca acerca do universo de Jornada nas Estrelas, ao contrário dos dias de hoje.

As duas primeiras temporadas são muito criticadas por vários fãs, devo admitir que concordo com algumas críticas, mas também tenho que ressaltar que vários problemas de bastidores contribuíram para isso, com roteiristas, atores e até produtores. Para piorar, a série enfrentou a famosa greve dos roteiristas durante a sua segunda temporada. Se isso ocorresse hoje ela estaria morta, mas naquela época A Nova Geração agüentou, pois era novidade, depois de um grande intervalo sem Jornada nas Estrelas na TV. Os fãs queriam mais e esperavam uma melhora, e ela veio. A partir da terceira temporada o nível dos roteiros aumentou, permanecendo assim até a sexta temporada.

Tudo estava programado para que a sexta fosse a última temporada do seriado, mas o grande sucesso, fez com que a Paramount pedisse por mais uma. Particularmente eu acho a sétima a pior de todas, claro que existem algumas jóias como os episódios The Pegasus e Parallels, mas no geral o nível caiu e deu aquela sensação de que não tinham nada planejado e reciclaram um punhado de ideias e roteiros que foram recusados nas temporadas anteriores. Nota para Liason que é a prova disso, do primeiro ao último segundo do episódio, você pode ver elementos que já tinham sido explorados em outros episódios da série, uma colcha de retalhos, feito para "preencher o tempo". Fico pensando que talvez o clima na equipe criativa não fosse dos melhores na época que esse episódio foi aprovado, totalmente sem criatividade. Sinto um pouco de tristeza ao lembrar disso, porque foi um tempo perdido na maioria dos episódios e A Nova Geração deixou um vasto universo que poderia ser explorado e alguns arcos de histórias serem abertos, para serem fechados em Deep Space Nine que começava. Pensando bem talvez esse fosse o motivo da queda de produção, a série de Sisco estava em sua segunda temporada e a equipe criativa deve ter desviado o foco para ela.

Em minha opinião um dos pontos fortes da série de Picard, foi a introdução de roteiros de ficção científica mais voltados para astronomia e para os fenômenos espaciais. O uso desses fenômenos e termos técnicos, alem da abordagem maior de vários dispositivos fictícios da nave como recurso de roteiro. Alguns dos seus críticos não gostam justamente disso. Eu ao contrário vou além e digo que era realmente necessário, principalmente para expandir o nosso entendimento sobre o universo de Jornada nas Estrelas, e tentar trazer um realismo maior àquelas tecnologias, dissociando daquela ideia de que no futuro os aparelhos resolverão tudo como mágica. Entretanto, reconheço que esse recurso, chamado de Deus Ex Machina, onde a tecnologia resolve tudo e acaba se tornando o "personagem principal", não pode ser exagerado ou super utilizado como foi em Voyager. Com certeza Stephen Hawking concordava comigo na época, tanto que alem de se tornar um fã ilustre, ele pediu para atuar na série e foi atendido, fazendo uma participação especial num dos episódios interpretando ele mesmo. Uma cena antológica!

A série ganhou vários prêmios, 18 Prêmios Emmy, o equivalente ao Oscar para a TV. Em sua sétima temporada se tornou a primeira série exibida em syndication a ser indicada para o Emmy de melhor série dramática. Também foi indicada para três Prêmios Hugo tendo ganho 2. O episódio "The Big Goodbye" ganhou o Prêmio Peabody, um prêmio internacional, distribuído a cada ano aos melhores programas de rádio e televisão no ano.

Ela foi exibida pela primeira vez na tv tupiniquim pela saudosa Rede Manchete, nas tardes Scifi no programa chamado Sessão Espacial, que exibia alem dela a Série Original, Buck Rogers e se não me engano Galactica original. Eu demorei a vê-la. Já era um fã fervoroso da tripulação de Kirk e não aceitava de jeito nenhum que outros tomassem seu lugar. Entretanto a tripulação da Enterprise D me ensinou que nunca se deve julgar um livro pela capa, deve-se pelo menos ler alguns capítulos e todo roteiro deve ser analisado só depois de lido. Já no primeiro episódio mostraram a que vieram, os velhos dilemas voltaram, mas com elementos diferentes. A cada episódio a equipe criativa ganhava confiança e introduzia mais coisas, deixando a sua marca no universo e mostrando o porquê de ter sido feita. Eu que achava que Data era a cópia de Spock, descobri que na verdade um era a antítese do outro. Enquanto Spock tinha emoções e as suprimia, Data não as tinha e queria muito tê-las. Riker que muitos achavam que seria o novo Kirk, aos poucos foi tomando o seu próprio caminho. Worf se tornou um dos personagens mais importantes de Jornada nas Estrelas. Todos puderam ser mais bem desenvolvidos e alem deles muitos personagens secundários marcantes surgiram, como Q, Luaxana Troi, Tomalak, Gowron, Lursa e B'Tor.

Hoje você pode assisti-la no Netflix, presumo que o canal digital também a esteja exibindo lá fora, assim como as demais séries de Jornada. Todas as temporadas da série foram lançadas em DVD, inclusive em terras tupiniquins, entretanto não estão mais no mercado.

Abaixo segue o vídeo com a apresentação dublada para a exibição na Manchete para matar a saudade. O que você achou de Jornada nas Estrelas: A Nova Geração? Gostou? Odiou? Comente!

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