Reescrevendo Star Trek XI: Capítulo 11 - A Balança

Olá pessoal! Depois de um grande hiato, segue mais um capítulo desse exercício, que mesmo demorando está bem desafiador e divertido a cada etapa vencida. Espero que gostem! Para aqueles que iniciam a leitura agora, ou para aqueles que querem relembrar, cliquem nos links abaixo para a introdução e para ler os capítulos anteriores.



Introdução

Capítulo 1 - Os Laços

Capítulo 2 - O Encontro

Capítulo 3 - Causa Improvável

Capítulo 4 – Mais Variáveis Para a Equação

Capítulo 5 - A primeira Perda

Capítulo 6 - O Erro

Capítulo 7 - A Primeira Reação

Capítulo 8 - Vim recuperar o que me foi tomado

Capítulo 9 - A Emoção

Capítulo 10 - A Razão





Capítulo 11 - A Balança

Uma mulher de loura de mais ou menos 35 anos, desce de um transporte coletivo perto de casa. Assim que o ônibus flutuante fecha suas portas, ela imediatamente põe as bolsas no chão e tira os sapatos para por os pês na grama do seu jardim, enquanto vagarosamente o veículo acelera e segue seu caminho. Durante um longo suspiro, em seu rosto uma expressão de que está relaxando, após mais um dia de trabalho. Assim que abre a porta de casa, escuta os gritos e passos apressados dos filhos que estão ávidos por sua atenção. A mãe ajoelha-se, deixando no chão os sapatos que carregava e as bolsas em cima do sofá perto da porta da sala de estar, para abraçar os dois meninos pequenos.

- Oi meus amores! Que bom ver vocês! Como foi o dia? Pergunta após um beijo no rosto de cada um.

- Eu caí e machuquei aqui mamãe! Fala um deles mostrando o machucado.

- É meu docinho? Depois a mamãe dá uma olhada.

- Quero outro beijo e um abraço mamãe! Fala o outro.

Ela faz menção de dar um beijo no filho, então o irmão que tinha acabado de mostrar o joelho, o empurra.

- Saieeeee! Fala em voz alta, dando claras indicações de que ia chorar.

- Parem com isso agora! Retruca a mãe, enquanto levanta colocando os garotos de pé e lado a lado.

Nesse momento ela percebe a presença de mais uma pessoa se aproximando. Assim que olha para a outra, os meninos se afastam da mãe e correm em direção da cozinha.

- Olá Dona Winona tudo bem? Responde a moça de pele clara, cabelos castanhos, esguia, que deve ter em torno de 20 anos de idade.

- Olá Dianna, já disse que não precisa me chamar de dona, Winona só já está bom! Os meninos deram muito trabalho?

- Não, quando não estão brigando são uns amores. Hoje particularmente brigaram muito. George caiu no quintal porque queria tomar o brinquedo que estava com o irmão. Nada grave, só uma contusão, eu tratei o machucado. Também quebraram alguns pratos durante uma briga há alguns minutos. Estava terminando de tirar a sujeira do chão quando você chegou.

- Meu Deus, hoje vai ser uma noite daquelas!

Winona se deixa cair sobre o sofá, passa a mão da testa para os cabelos. Após mais um longo suspiro, ela tira da bolsa um prendedor e ajeitando-o num rabo de cavalo. Dianna vai até o outro sofá e pega a sua bolsa fazendo menção de ir embora.

- Obrigado por tudo Dianna. Te vejo amanhã no mesmo horário.

As duas se cumprimentam e Dianna sai da casa. Imediatamente depois de fechar a porta Winona vai atrás dos meninos. Ao entrar na cozinha, ela repara que está tudo arrumado e da falta de dois pratos na coleção que estava pendurada na parede. Pega um deles e coloca num pequeno replicador que estava instalado ao lado da pia.

- Cesar Salad e salada de frutas 2. Falou ao replicador enquanto olhava em volta procurando pelos filhos.

O silêncio foi interrompido pelos passos apressados de George vindo em direção a mãe e pelo bip do replicador indicando que o pedido estava pronto. Ele agarrou as pernas dela, Winona então pegou o filho colo o abraçou e começou a afagar seus cabelos. Do quintal o irmão pode ver a cena da janela. George estava com os olhos fechados e a boca encostada no pescoço da mãe e parecia bem calmo. Então o menino com raiva saiu correndo para um outro espaço do quintal nos fundos da casa.

Winona deu um beijo no pescoço de George e fez um gesto de que ia colocá-lo no chão. George apertou mais a mãe para não sair do colo, então ela preocupada com o silêncio na casa começou a procurar pelo outro assim mesmo.

- Jimmy? Onde você está?

Subiu as escadas para o segundo andar, olhou nos quartos e abriu a porta do banheiro principal e nada do menino. Ainda com George agarrado nela chamou novamente por Jimmy sem resposta.

- George sabe onde está o seu irmão?

O menino limitou-se apenas a dar uma negativa com a cabeça. Alguns segundos depois, Winona resolve colocá-lo no chão, abrir e olhar pela janela do quarto. Jimmy tinha apoiado e estava subindo a escada que ela usava para subir no sótão da casa, ele já estava chegando ao penúltimo degrau com bastante dificuldade e tentando se apoiar para abrir a pequena porta que dava para o cômodo. Winona fez uma expressão de terror, imediatamente fechou a janela e colocou George em cima da cama.

- Obedeça a mamãe e não saia daqui!

George fez uma ameaça que iria chorar, mas foi ignorado pela mãe que saiu do quarto e desceu as escadas o mais rápido que pôde. Atravessou a cozinha, a área da lavanderia e saiu para o quintal pela porta dos fundos da casa. Quando chegou ao lado onde estava a escada, Jimmy quase se desequilibrou e caiu.

- Jimmy não se mexa! Não se mexa por favor! Disse a mãe tentando disfarçar o terror.

A criança fez uma cara de estranheza com a atitude da mãe. Pra ele não estava fazendo nada de errado.

- Só queria ver o que tem aqui em cima mãe.

- Não tem nada de mais meu filho, nada demais. Respondeu enquanto subia as escadas bem devagar.

Winona ficou muito aliviada quando a criança obedeceu sem questionar e ela conseguiu chegar até ele e segura-lo. Então abriu a pequena porta deixando que ele visse um cômodo vazio, apenas com alguns canos e fios de instalação da casa.

- Viu, não tem nada aqui! Vamos descer. Segura na mamãe. Falou enquanto abraçava o filho e dava um beijo demorado nele.

Lentamente desceu as escadas e quando chegou ao chão, afagou os cabelos de Jimmy. - Por favor, nunca mais faça isso! Você podia ter caído e se machucado muito. Nunca mais faça isso!

Jimmy não disse uma palavra e curtia muito aquele momento, abraçava bem forte a sua mãe da mesma maneira que viu o irmão fazer pela janela da cozinha.

No dia seguinte George teve febre, avisada por Dianna, Winona voltou mais cedo pra casa, a criança ficou mais enjoada do que de costume querendo a atenção da mãe. Ela ficou bastante tempo com ele depois de dar o remédio, esperando a febre baixar. Se deu conta que parou de ouvir a voz de Jimmy que brincava no quarto ao lado, novamente aquele silêncio perturbador. A primeira reação foi abrir e olhar pela janela em direção à entrada do sótão. A escada não estava lá e Jimmy também não.

- Eu guardei a escada ontem, pelo que me lembro. Pensou consigo. - George fique aqui que a mamãe já volta. Disse saindo apressadamente do quarto em direção às escadas. Passou pela cozinha e deu um suspiro de pavor quando viu Jimmy com a escada apoiada no muro de alvenaria do quintal, que tinha quase 2 metros de altura, tentando se equilibrar e andar em cima.

- Ai meu Deus! Ai meu Deus! Jimmy não faça isso! Você vai cair daí!

A mãe cruzava o terreno do quintal quase correndo, enquanto Jimmy ensaiava alguns passos, com um largo sorriso no rosto quando conseguiu se equilibrar. Bem devagar a mulher subiu a escada e o menino ficou parado quando percebeu que ela estava perto dele, olhou para a mãe que o agarrou com todo o cuidado e ambos desceram as escadas. Jimmy ensaiava uma cara de choro enquanto a mãe brigava com ele energicamente. No dia seguinte quando George melhorou, ela livrou-se da escada.

 

 

O tempo passou, Jimmy agora era um jovem de 16 anos e estava com os amigos fazendo o que mais gostava. No inverno ia esquiar sempre que podia, no alto da montanha branca, preparava-se para botar os óculos de proteção, quando um de seus amigos chega ao seu lado apontando para a esquerda. Ele discorda e faz menção de ir para o outro lado.

- Vamos apostar quem chega primeiro?

- Não Jimmy, ali é muito perigoso você ainda não tá preparado.

- Mas se você vai eu também vou! Respondeu.

- Não, você ainda não aprendeu tudo. Isso não é uma competição.

- Sou tão bom quanto você e vou provar isso.

Jimmy se encaminha para o lado da montanha que Dan não queria ir. Começava a ganhar velocidade ignorando os gritos do amigo. Rapidamente Dan vai atrás, tomando cuidado para não acelerar muito. Ambos descem e Jimmy fica cada vez mais distante.

- Você está muito rápido Jimmy, mais devagar!

Mal ouviu a frase, Jimmy sentiu um tranco em baixo dos pés e teve que fazer de tudo para se equilibrar. A neve tinha se desprendido, ele sabia exatamente o que era, teria começado uma trajetória para se safar, mas foi tomado por um grande senso de urgência. Não sabia se Dan conseguiria escapar da avalanche que ele tinha provocado. Tinha uma confiança inabalável, aquele misto de arrogância e ignorância dos perigos que corremos quando adolescentes, pela primeira vez sentiu-se inseguro, perdeu minutos preciosos decidindo o que fazer. O barulho da neve aumentava, lutava para alcançar a maior velocidade que podia. Grandes blocos de neve tinham se desprendido e já formavam uma onda branca que começava a se acumular atrás dele. Não desviou o caminho por medo de perder velocidade, não ouvia a voz do amigo. A cada segundo a avalanche aumentava, o barulho também, até se tornar um ribombar. Placas e placas de neve chocavam entre si esfarelando-se, juntando cada vez mais neve conforme desciam. Jimmy não conseguia se distanciar, então resolveu ir mais para o lado numa mudança brusca, seu coração palpitava, sua boca secou, pois já respirava por ela devido ao nervosismo, começava a descer a pista indo para a esquerda para sair do meio da avalanche. Foi o mais rápido que pode, mesmo assim foi alcançado pela massa de neve que descia.

Quando percebeu que seria alcançado jogou fora os polos de esqui. Sentiu um grande baque, tombou sem controle, enquanto era carregado, tentou o máximo que pode manter a cabeça para cima usando os braços como se estivesse nadando na neve, manteve as pernas flexionadas tentando deixa-las na mesma posição e de alguma forma os esquis o impediam de virar e girar por causa do movimento violento da neve. Os segundos se passaram parecendo uma eternidade até que ele percebeu que o movimento tinha cessado. Estava parado com o braço direito pra cima tentando alcançar o topo, o ombro doía muito pois o movimento da neve o tinha torcido. Tentou mexer o resto do corpo e o seu tornozelo esquerdo estava doendo muito. Xingou meia dúzia de palavrões e com a mão esquerda começou a cavar até alcançar o rosto e fazer um buraco na neve para respirar. A dor era horrível e aumentava com o passar do tempo, não sabia onde estava, cabeça girando, tentava ficar acordado, gritava por socorro, aos poucos perdia as forças e rendia-se à dor insuportável que estava sentindo, desmaiando.

 

 

- Não acredito nisso! Já li o prólogo da missão várias vezes. Não consigo entender porque ninguém consegue vencer o cenário. Vociferou indignado.

O cadete estava sentado à mesa no meio do alojamento, cercada por duas camas beliche, uma entrada para um banheiro e a saída do aposento, que tinha as paredes brancas, estava com as luzes principais desligadas e um pequeno lustre pendurado por um fio descendo do teto ao meio da mesa, alguém poderia estudar ali enquanto os outros dormem. Ouviu uma rizada vinda de trás dele enquanto olhava o pequeno monitor do console a sua frente.

- Nem vou comentar pois não sou bom nisso, mas já ouviu falar das leis da probabilidade? Milhares de coisas podem acontecer enquanto galopamos pelo espaço.

- Sempre há uma possibilidade Gary!

- Nem todas as respostas estão nos livros. Há horas em que seguir o instinto é o que resta.

- Gary...

- Deixe de ser teimoso Jim, vá dormir.

Nem os melhores tinham passado no teste, nem seu ídolo Garth de Izar, isso martelava a cabeça dele, tinha que ter algo errado, estavam trapaceando, se eles podiam, ele também podia. Esperou todos dormirem, abriu sua mochila de roupas e fez uma trouxa, colocando-a sobre um cobertor, ganharia tempo, então pé por pé saiu do quarto. Ninguém fora, um silêncio sepulcral, adrenalina, tentava controlar-se, um dia ia ser líder, tinha que aprender a ter os nervos no lugar. Chegou à sala com o cenário do teste fechada, mas estava preparado, certificando-se de ninguém estar por perto, sacou um dispositivo que destravou a porta. Entrou fechando-a atrás de si. A maior dificuldade foi encontrar uma maneira de enganar os sensores, abençoado tricorder.

A sala era a cópia fiel de uma ponte de nave estelar, sem fazer barulho aproximou-se da tela principal, agachou-se e retirou o que prendia a tampa que dava acesso a um emaranhado de controles e conexões logo abaixo dela. Agora cada segundo parecia uma eternidade, conectando o tricorder, conseguiu entrar no sistema matriz, navegava o mais rápido que podia, enganando programas monitores, ser pego era inadmissível, se não passasse por aquilo não merecia passar pelo grande teste. Após alguns minutos achou o que queria, foi tomado por um sobressalto, após identificar o prólogo da missão no algoritmo, via o que o teste reservava para depois.

- Sabia que era trapaça! Vociferou. Depois xingou mentalmente, tinha falado muito alto podia ter sido percebido.

Não tinha mais volta, concentrou-se no que tinha que fazer, dividia-se entre a entrada e o visor do tricorder, após alguns minutos quando terminava sua tarefa, tomou um grande susto quando uma mão tocou em seu ombro, não podia ser pior, sorrindo de pé ao seu lado estava alguém que detestava. Tinha que ser logo ele? A risada começava a encher a sala. A raiva quase latente por ter esquecido de vigiar a porta.

- Diabos! Finnegan, o que você quer?

- Ora se não é o grande Kirk! Eu é que pergunto! Cá estava na minha ronda tranquila, quando escuto um barulho e encontro um gaiato entrando escondido na sala do simulador.

Era uma rotina da academia que os próprios cadetes se encarregassem da segurança. Finnegan riu mais ainda, Kirk estava começando a corar de raiva. Que vontade de dar uma surra nele!

- Espere! Não é o que está pensando!

Finnegan fez uma careta, depois voltou a rir, com certeza seu colega achava que ele era idiota, depois se deu conta de que Kirk estava tão surpreso e indefeso, que não sabia nem o que falar. Não ia perder a chance de caçoar dele.

- Jim Kirk agora você me deve um favor, dos grandes, chegada a hora eu vou cobrar uma retribuição.

Finnegan andava em volta de Kirk, numa expressão quase sádica, sabia que o outro estava em suas mãos.

- Não acha que sou idiota né? Sei exatamente o que você veio fazer aqui. Quem diria? O grande Kirk precisa colar para passar numa simulação. Então você não é tão bom quanto parece não é? É igual a todos nós!

Ele deu as costas em direção à saída enquanto o outro permaneceu ali mais alguns minutos pensando no que houve, após um súbito lampejo de lucidez, apagou seus rastros e saiu da sala lacrando-a.

 

 

O coração estava disparado, enquanto ele entrava a passos largos na sala de reunião. Parou de pé em frente à mesa na posição de sentido, do outro lado dela, três oficiais de alta patente encaravam o cadete das cadeiras de onde estavam sentados, com expressões sérias.

- À vontade cadete! Disse o Almirante April.

Kirk permaneceu de pé com as mãos atrás das costas. Os oficiais tinham alguns pads a frente deles, num tom formal April quebrou o breve silêncio.

- Cadete, está aqui porque foi o único que conseguiu vencer o teste do resgate da Kobayashi Maru. Gostaria de saber como conseguiu vencer numa simulação programada para não ter um vencedor.

Kirk engoliu seco, agora era tudo ou nada, tinha que acreditar no que o levara até ali, mesmo que terminasse no fim do seu sonho.

- Permissão para falar francamente senhor?

- Concedida!

- Alterei o teste. Não acredito que haja uma situação onde não há possibilidade de vencer. Posso não enxergar na hora, mas sempre há uma saída.

Os oficiais se entre olharam.

- O Kobayashi Maru é um teste de caráter. Para saber como os cadetes se comportam diante da derrota. Nem tudo é um teste de habilidade e de técnica, a pessoa por traz do uniforme é a coisa mais importante. Guarde essas palavras por toda sua carreira, filho.

- Sim senhor!

- Pela audácia, vou te dar uma medalha e uma punição de trinta dias de serviço. Dispensado!

- Sim senhor!

Kirk sai da posição de sentido e se vira em direção à saída, dando um largo sorriso.

 

 

- Acho que daí veio esse meu gosto pelo risco, pela adrenalina nas veias, para mim é quase como um hobby, um jogo onde tenho que avaliar as chances e decidir se vale a pena jogar ou não.

Depois de um largo sorriso, ele leva o copo de brandy à boca e saboreia seu jantar, seus olhos brilhavam, sua confiança sempre inabalável. Com ele sentada à mesa do restaurante, uma jovem mulher loura de cabelos lisos até os ombros, com uma delicada maquiagem e trajando um lindo vestido azul claro. Jantavam num belo restaurante lotado, perto de uma janela panorâmica de onde se podia ver as estrelas e a noite na Terra quando a rotação permitia.

- Carol, fale-me de você, acho que já falei tanto de mim que você deve estar entediada.

Ela sorriu, suspirou e também bebericou seu brandy.

- Não há muito o que falar sobre mim. Sou uma moça comum buscando meu espaço.

- Você é mais especial do que imagina.

Olhando-a nos olhos, ele pega sua mão esquerda e a beija.

 

 

Jim Kirk não tinha dormido bem, acabara de saber de sua alocação em uma nave estelar e não sabia como contar a Carol. Ela também parecia distante nesses últimos dias. Passeavam no grande parque da estação de mãos dados e a passos lentos. Várias outras pessoas andavam, conversavam e se exercitavam ali, como se estivessem num parque na Terra. Após vários minutos de caminhada Carol finalmente quebra o silêncio.

- Jim, não tenho palavras para descrever como fui feliz nessas últimas semanas.

Ela para de caminhar, vira-se para ele e pega suas duas mãos, ficando frente a frente, fitando-o com os olhos marejados e começa a falar com a voz embargada.

- Fui convidada para um projeto, que é a chance da minha vida.

Ele engole seco, fechando os olhos e baixando a cabeça, segurando o nó na garganta e sentindo um misto de alivio e tristeza.

- Eu também não sabia como te contar, mas ontem divulgaram minha alocação na USS Farragut. Eu ...

Carol Marcus, com o rosto às lágrimas, delicadamente leva os dedos à boca de Kirk, fazendo-o calar.

- Esqueça, vamos aproveitar o tempo que temos!

Ele enxuga as suas e as lágrimas dela e os dois trocam um longo e apaixonado beijo.

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