Reescrevendo Star Trek XI: Capítulo 9 - A Emoção

 

Olá pessoal! Segue o nono capítulo dessa saga. Para aqueles que iniciam a leitura agora, antes leiam os capítulos anteriores.

Introdução

Capítulo 1 - Os Laços

Capítulo 2 - O Encontro

Capítulo 3 - Causa Improvável

Capítulo 4 – Mais Variáveis Para a Equação

Capítulo 5 - A primeira Perda

Capítulo 6 - O Erro

Capítulo 7 - A Primeira Reação

Capítulo 8 - Vim recuperar o que me foi tomado





 

 

Capítulo 6 - A Emoção

Duas irmãs abraçavam-se matando as saudades uma da outra, ambas em torno de 27 anos. Vivian a mais velha tinha pele clara, cabelos castanhos bem escuros e olhos verdes, Sarah tinha cabelos castanhos bem mais claros olhos cor de mel e a tonalidade de pele bem parecida com sua irmã mais velha, porem ainda estava um pouco acima do peso devido à gravidez recente e o impulso de comer por estar amamentando. Após o cumprimento sentaram-se em duas das quatro cadeiras de madeira dispostas ao redor de uma mesa também de madeira no quintal próximo ao jardim em frente à casa de Vivian. Ao lado de Sarah estava um bebê de alguns meses, dormindo tranquilamente aproveitando clima ameno da tarde e a sombra proporcionada por uma frondosa árvore ao lado da mesa onde estavam. Duas crianças em torno dos seus 7 anos corriam de um lado a outro no quintal, enquanto Vivian as observava.

- Ela é linda, mas está me dando muito trabalho. Tem noites que ela não consegue dormir e eu e o Carl ficamos loucos.

- Talvez seja melhor leva-la a um pediatra.

- Eu fiz isso! Diz Sarah ficando ruborizada. - Ele disse que o problema sou eu, mas não consigo deixar de comer certas coisas. Por favor, não comente com o Carl o que eu disse.

- Ah essa fase é ótima, aturar choro é fácil, espere até ela crescer começar a falar e te desrespeitar, mexer em tudo e quebrar as coisas. Responde Vivian segurando uma gargalhada. - Só de lembrar de algumas coisas eu fico nervosa.

- Então o que vocês fizeram? Porque o Leonard me parece muito dócil e fácil de lidar.

Vivian sorri novamente. - Eu me sentia impotente e não conseguia fazer nada. Quem deu um jeito nele e em mim foi o pai.

- Como assim?

- Eu ficava com pena e fazia tudo por ele, então depois de diversas discussões David me convenceu a ser mais rígida. Eu não conseguia no inicio, mas fiquei observando o modo dele agir. Nunca deixou de ser carinhoso, mas colocava o Leonard de castigo quando fazia algo errado e ficava em cima dele enquanto não ficasse quieto e cumprisse o castigo. Depois de um tempo só de olhar o Leonard já sabia que iria para o castigo se descumprisse as regras. Ele ainda testa a gente, mas está muito melhor.

- Mas ele ainda é muito pequeno não?

- David diz que quanto mais cedo aprender melhor, que ele foi criado assim, essas coisas. Eu fiquei muito contrariada no inicio. Ele me tirava do sério quando me dizia que eu era pior que o Leonard, mas diante da melhora no comportamento, não tive o que argumentar.

Um choro então interrompe a conversa, Bob, amiguinho de Leonard, caiu enquanto corria e ralou o joelho numa pedra que estava na grama do quintal. As duas mulheres se levantaram para acudi-lo e só perceberam que Leonard não estava ali quando ele veio correndo trazendo uma caixa de primeiros socorros que o pai tinha usado com ele quando tinha se machucado pela última vez.

- Deixa eu passar o remédio mamãe! Diz Leonard enquanto abre a caixa e pega uma pomada.

A mãe a princípio tem o impulso de pegar a pomada das mãos do menino, mas pensou na atitude dele e deixou que atendesse o amigo ensinando o que deveria fazer. Sem saber nascia ali uma vocação que permearia toda sua vida.

Passados muitos anos, o dia estava muito chuvoso e frio, mas para um jovem rapaz esse era o melhor dia de sua vida. Estava irradiando tanta felicidade que comoveu algumas pessoas que perceberam durante o caminho pra casa. Tinha tomado um ônibus flutuante e estava a alguns minutos de chegar a sua descida. Olhava pela janela e via a chuva lá fora e pensava em como tinha sido os últimos anos. Muitos conflitos e muito sacrifício, mas não tinham sido em vão, e a sensação de recompensa era algo tão grande que não conseguia conter em si.

Na caminhada para casa corria na chuva e as vezes dava pulos de alegria, o ônibus o deixara bem perto de onde morava e estava super ansioso em contar a novidade. Abriu rapidamente o portão de casa, e chegou tão rápido na varanda que quase escorregou. Tirou o casaco os sapatos e as meias, entrou pingando e molhando a sala. Estava com bastante frio, foi direto para a cozinha onde tinha ouvido vozes de uma conversa.

- Leonard, já chegou? Meu Deus você está molhando a casa toda. Disse Vivian ao vê-lo.

- Me desculpe mãe! Eu já seco, antes quero que vejam isso. Responde o jovem com um largo sorriso, enquanto tira pega um embrulho que tinha escondido no casaco para proteger da chuva e entrega ao pai.

David abre o embrulho e dentro acha um quadro com vários dizeres e ao ler também abre um largo sorriso.

- Vivian pelo que leio aqui, acho que acabamos de ganhar um doutor na família.

- Oh Leonard parabéns! Diz a mãe indo abraçar o filho.

David levanta-se também e vai de encontro aos dois, para juntar-se ao abraço. Com os olhos cheios de lágrimas a mãe beija o rosto do filho. Leonard retribui com um beijo no rosto de seus pais.

- Muito obrigado, pai, mãe. Sem vocês eu não teria conseguido.

A cena muda para anos mais tarde, Leonard agora é um homem e está enfrentando um dos dias mais difíceis de sua vida. Ele está num hospital, ao lado de uma cama onde seu pai estava deitado monitorado por vários aparelhos. Já estava ali há vários minutos observando enquanto David dormia, quando ele despertou olhou para o teto e depois para o filho que tomava sua mão esquerda.

- Pai, como está se sentindo?

- Desculpe Leonard, lamento não ter te contado, eu não esperava que fosse cair assim tão de repente.

- Não precisa se desculpar pai, eu já sabia, um dia cheguei em casa mais cedo e ouvi você e a mamãe conversando sobre isso. Saí logo em seguida andei sem rumo e decidi que faria tudo pra te salvar, tornou-se a minha principal motivação na faculdade de medicina.

- Filho, vejo a culpa em seus olhos, mas você não deve ficar assim. Sei que fez o que pôde, e preciso aceitar que o meu tempo está acabando, e você também. Não perca as esperanças, pois pode salvar muitas outras pessoas no futuro.

- Eu sei pai. – Responde Leonard apertando as mãos de David com os olhos marejados.

Sua mãe está muito abalada quero que me prometa que vai cuidar dela pra mim.

- Eu prometo pai... eu prometo! - Leonard segurava o choro, sua voz falhava.

- Tenho muito orgulho de você, meu filho, eu te amo muito, você é um bom homem, seja sempre fiel aos seus princípios, e siga o seu coração.

Vivian entra no quarto e dá um beijo em seu filho, e depois beija os lábios de seu marido pela última vez. Os dois permanecem ali ao lado de David até o seu último suspiro.

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