Reescrevendo Star Trek XI: Capítulo 8 - Vim recuperar o que me foi tomado

Olá pessoal! Segue o oitavo capítulo dessa saga. Para aqueles que iniciam a leitura agora, antes leiam os capítulos anteriores.

Introdução

Capítulo 1 - Os Laços

Capítulo 2 - O Encontro

Capítulo 3 - Causa Improvável

Capítulo 4 – Mais Variáveis Para a Equação

Capítulo 5 - A primeira Perda

Capítulo 6 - O Erro

Capítulo 7 - A Primeira Reação





Capítulo 8 - Vim recuperar o que me foi tomado

A Narconna continuava em seu curso para Zona Neutra. A agente do Tal Shiar ainda não tinha dado as ordens para um novo salto, ao sair de seu aposento para o corredor da nave, vira em direção a porta ao lado onde estão dois sentinelas, um aceno de cabeça indica aos guardas que ela quer acesso ao aposento guardado. As sentinelas se afastam e ela destrava a porta usando seu pad. Já dentro do aposento, ela se aproxima da grande caixa de metal que trouxe e está encostada numa das paredes do aposento totalmente vazio. As portas do aposento se fecham, são travadas novamente e com um rápido dedilhar no console abre a caixa. Com um chiado de gás escapando e bips eletrônicos a tampa se abre. A caixa na verdade era um casulo e dentro dele jazia um homem vulcano muito velho, trajando uma túnica romulana branca. T\\\'Renna retira-o do casulo, o deita no chão, prende as suas mãos com algemas atrás das costas e coloca dois neurotransmissores em suas têmporas, para checar quais as condições de saúde do velho. Após dedilhar seu pad, ela pega um hipospray e encosta no ombro dele.

A escuridão se torna um misto de tonteira e dor de cabeça. Ele abre os olhos se perguntando onde está, enquanto tenta olhar em volta o quarto vazio. A medida que os segundos passam a tonteira vai diminuindo, a dor de cabeça permanece e agora ele sente a boca seca. O borrão na visão da lugar a imagem de uma jovem mulher vestida num uniforme que ele não esperava encontrar, achava que tinha tomado precauções suficientes, mas ele foi pego, então não foram tão suficientes assim. Talvez devesse aceitar que estava muito velho para isso, mas mesmo que admitisse, era tarde demais e talvez não tivesse esperança de sair dessa situação. Espere! Sempre há uma saída do contrário já estaria morto. Pensou ele.

T\\\'Renna assistia àquele homem despertar e durante esse tempo tentava controlar o seu ódio por dele. Sabia que se não tivesse o controle das suas emoções, não teria as informações que queria. Às vezes pensava em matá-lo, mas não, tinha que ter paciência, ela pretendia faze-lo sofrer por tudo que ele tinha feito.

- Sr. Spock, que bom que acordou.

- Onde eu estou?

- Está numa nave.

- O que você quer de mim?

- Só que responda algumas perguntas.

- Eu não tenho nada valioso para você. Já não participo de nada importante há muito tempo.

T\\\'Renna andava calmamente de um lado para o outro, olhando para Spock ainda deitado no chão de lado. Ele a observava com uma expressão calma e fria no rosto, ela estava controlando suas emoções muito bem, ele não tinha idéia de até aonde ela iria para conseguir faze-lo falar.

- Você se lembra da Comandante T\\\'Relaihr?

Ele pensou por alguns segundos levantou a sobrancelha direita e demonstrou estranheza na expressão.

- Você é famoso por sua memória infalível, não consigo acreditar que não lembre. Mas serei indulgente por você estar velho e vou refrescar sua memória. Data estelar da Federação 5027.3, setor 9879 Zona Neutra Romulana.

Ele já sabia do que se tratava somente com a menção do nome. Claro que não tinha esquecido, mas tinha que faze-la falar e encontrar uma forma de ganhar tempo ou de sair da situação que ela o deixara.

- É difícil dizer, isso foi há mais de 100 anos atrás. Não seria mais simples conseguir essa informação com seus amigos do Tal Shiar e deixar um homem velho seguir com sua vida?

Ela ignorou o comentário e seguiu falando.

- Kirk invadiu a Zona Neutra e vocês conseguiram roubar o sistema de camuflagem de uma das naves. Com certeza conseguiram ajuda de dentro do império. Local, horário e os esquemas do dispositivo. Só assim conseguiriam ter escapado tão rápido. As informações vieram provavelmente daquele que hoje é o senador Pardek.

Ela estava muito bem informada, pensou, mas se sabia de tudo sobre a missão, o que será que ela pretendia com ele? Spock permaneceu deitado contemplando a mulher que andava de um lado para o outro. Depois de todos esses anos fora de vulcano, convivendo com todos os tipos de pessoas, aprendeu a perceber as emoções aflorarem. Finalmente percebeu nela uma emoção que tentava esconder, mas não conseguiu ao terminar a frase. Ela estava com ódio.

- Você a torturou não foi? Algum tipo de tortura mental. Você esteve a sós com ela muito tempo. Só assim poderia ter conseguido acesso ao dispositivo de camuflagem.

- Esse tipo de coisa é proibida aos vulcanos. Você deveria saber disso. Continuava respondendo com a calma que lhe era peculiar.

- Então esqueceram de avisar a alguns vulcanos que eu conheci. Respondeu ela num tom seco e ríspido.

- O que você quer de mim?

- Como conseguiu chegar ao dispositivo?

- A única coisa que posso dizer é que não foi sob tortura.

- Ela foi destituída de todos os poderes e com ela nossa família. Fomos perseguidos, humilhados, mortos, espalhados. Quando fazíamos parte do Império ele era forte e próspero. Depois que caímos, Romulus tornou-se um lugar de corrupção, traição e falta de escrúpulos. E por causa disso um Império milenar está prestes a cair numa guerra civil que vai destruí-lo.

Ela agora estava agachada a alguns metros dele, com um olhar claramente ofensivo. Não escondia mais o ódio que sentia. Ele continuou sem se abalar. Os anos de devoção à lógica lhe deram uma calma fria, e as vezes quando queria, passava um desdém em sua expressão. Mas agora ele cerrou os olhos numa expressão séria, que mesmo assim passava calma e começou a falar.

- O que você quer que eu diga? É uma simples questão de ideal, de ponto de vista. Provavelmente as mesmas divergências que fomentaram a separação entre nossos povos. Quer que eu me arrependa? Que eu peça desculpas? Nós salvamos bilhões de vidas de ambos os lados. A Frota Romulana testava novos modelos de naves de guerra, ao lado da Zona Neutra. Provavelmente exercícios de guerra. Uma invasão seria o próximo passo. Uma guerra que terminaria, com muitas mortes. Fiz o que era necessário. Com o que aprendemos com o dispositivo evitamos o conflito. Era o lógico a fazer. Alem disso, vulcanos não se arrependem.

Para evitar o impulso de mata-lo, ela se levantou e foi até a janela do aposento vazio. Tentava se acalmar olhando para as luzes das estrelas que passavam.

- O que está acontecendo com os romulanos agora, foi o que aconteceu conosco. Por isso abraçamos a lógica. Evitamos a nossa destruição. Eu tentava ensinar isso as pessoas, é por isso que estava em Romulus. Deixe-me voltar e continuar minha missão.

- Tarde demais velho. Depois da morte do senado, os que assumiram não conseguiram preencher o vácuo de poder que se instaurou. Já estamos em guerra, não há mais nada que você possa fazer.

Ela se virou para ele sem sair de perto da janela.

- Eu vou consertar isso. Vou voltar à raiz desse problema e concertar isso. Como você disse, também farei o necessário para ter nosso Império de volta.

Ela caminhou da janela em direção a porta calmamente e virou-se novamente para fita-lo com um sorriso sombrio no rosto.

- Quando puder, fique de pé e vá até a janela. Vai ter a melhor visão da destruição do seu planeta.

Ela faz um movimento para sair, para e se vira para ele novamente.

- Quase ia esquecendo. Romulanos também não se arrependem.

Spock não respondeu. Depois de todos esses anos tentando evitar isso, não pensava mais que alguém o procuraria para se vingar. Ela pretendia de alguma forma destruir Vulcano, mas como?

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