Reescrevendo Star Trek XI: Capítulo 5 - A primeira Perda

Olá pessoal! Segue mais um capítulo dessa saga. Para aqueles que iniciam a leitura agora, antes leiam os capítulos anteriores.

Introdução

Capítulo 1 - Os Laços

Capítulo 2 - O Encontro

Capítulo 3 - Causa Improvável

Capítulo 4 – Mais Variáveis Para a Equação





Capítulo 5 - A primeira Perda

Em mais uma missão a USS Seleia estava há dias em velocidade de cruzeiro riscando o espaço profundo. A quinta nave comissionada pela Frota Estelar da classe Daedalus era uma controvérsia entre engenheiros, projetistas e tripulantes. Tinha duas seções, a seção onde ficavam a engenharia e o hangar era de formato cilíndrico, apoiadas ali estavam as hastes retas que terminavam nas duas naceles de dobra, que vistas de trás da nave formavam um “V”. A segunda seção tinha o formato de uma esfera e era ligada a primeira por mais uma haste reta de espessura mais grossa que as hastes das naceles, porque abrigava várias seções habitáveis da nave e porque por ali passavam vários conduítes que levavam energia da engenharia para a seção esférica. Na esfera estavam a ponte, os alojamentos dos tripulantes e a maioria dos laboratórios, era a parte mais povoada da nave.

Enquanto a Seleia voltava de uma patrulha perto da Zona Neutra Romulana seus oficiais aproveitavam a viagem até agora tranquila na sala do refeitório. À mesa mais animada sentavam-se Gianni o oficial navegador, Akopov o oficial de ciências, Bonila o segundo em comando da engenharia e Kirk o piloto da nave.

Gianni era um italiano de estatura mediana, branco com cabelos pretos e olhos também pretos e trajava a túnica amarela do uniforme da frota. Akopov era alto magro cabelos pretos e vivos olhos azuis. Bonila era um jovem negro também alto com os cabelos raspados para disfarçar a avançada calvície. Kirk era um jovem louro com olhos cor de mel e tinha por volta de um metro e oitenta.

Gianni o mais novo entre eles de repente muda o alegre assunto em que estavam para tocar num tema polêmico.

- Gostei muito das instalações da nave, foi uma surpresa.

- Surpresa por que? Perguntou Akopov.

- Gianni já um pouco alto por causa da bebida confessou. - Essa é a nave mais feia que já vi, pelo menos por fora.

Kirk deu uma risadinha, Bonila fez uma expressão de que não gostou do comentário, e Akopov assentiu com a cabeça mas retrucou.

- A seção esférica representou um aumento de 25% na eficiência dos nossos sensores em relação à nossa principal classe anterior que era a Endeavour, é um ganho bastante grande para se ignorar, o desenho da nave ficou para segundo plano.

- Não desvie do assunto, é muito feia!

- Mais respeito com a minha senhora! Interveio Bonila.

Os quatro então gargalharam. Kirk esvaziou seu copo de gin e levantou-se. - Por hoje chega rapazes, amanhã será um grande dia e eu vou descansar.

- Não, espera, toma mais um gole. Pediu o italiano.

- Gianni daqui mais algumas horas estaremos na ponte e eu quero estar bem descansado. Ainda não me recuperei totalmente da tensão que foi essa missão de patrulha. Boa noite para vocês!

Kirk então deixa a sala e vai em direção aos seus aposentos. A porta se abre para ele que acende a luz e passa a mão nos cabelos e depois pondo-a na boca tapando um bocejo. Iria direto para o banheiro se não tivesse percebido o bip agudo vindo do seu comunicador pessoal em cima de sua escrivaninha. Calmamente moveu-se ate lá, sentando-se à mesa.

- Computador, aqui é o Tenente Kirk, iniciar a mensagem gravada.

Após alguns segundos o pequeno monitor se acende, mostrando a imagem de uma mulher loura beirando os trinta anos, com uma expressão triste, sentada numa cadeira na sala de estar em sua casa, claramente pode se ver que ela está grávida e alisando a barriga.

- Olá George, recebi sua mensagem, demorou muito mais dessa vez, queria dizer que a Dra Carter depois dos últimos exames resolveu antecipar um pouco o nascimento do bebê, então pode ser que quando você esteja vendo essa mensagem ele já tenha nascido. Resolvi aceitar a sua sugestão e dar a ele os nomes dos nossos pais. Acho que eles vão gostar. Estou um pouco triste porque queria que você estivesse aqui comigo agora, mas entendo que é seu trabalho, mas quero que saiba que nós te amamos muito. Até logo querido!

Com os olhos cheios de lágrimas e o peito apertando de saudades, Kirk leva a mão direita ao rosto, após alguns segundos imóvel, ele contem a tristeza e o \\\\\\\\\\\\\\\"nó na garganta\\\\\\\\\\\\\\\". Antes de se levantar, desliga o monitor e vai em direção ao banheiro pensando no que iria responder. Nem deu tempo de chegar lá, repentinamente ele ouve o barulho mais desagradável que se pode ouvir numa nave estelar, o alarme do alerta vermelho.

Kirk chega à ponte com a adrenalina nas alturas, que o fez ignorar completamente os efeitos do álcool, assumiu seu posto no leme enquanto a tela mostrava uma nuvem de energia aparentemente surgindo do nada. Bonila fitava seus instrumentos tentando entender as leituras, enquanto Gianni já se preparava para ativar as armas. O capitão Robau, um homem de meia idade, careca com as feições árabes, estava sentado à cadeira de comando de lado virado para o posto de ciências, com a mão direita no queixo e o cotovelo apoiado no braço da cadeira, esperando um relatório.

- Senhor, não consigo identificar a fonte dessa energia, as leituras estão fora da escala.

Bonila segura o ímpeto de dizer um palavrão, e confere mais de uma vez as últimas leituras que recebeu.

- Estranho! Estou captando uma massa de metal surgindo junto com essa anomalia energética.

- Isso pode estar sendo causado por uma nave estelar? Pergunta o capitão.

- Ainda não posso afirmar com certeza senhor.

- Estamos sendo puxados em direção a anomalia senhor. Diz Kirk interrompendo a conversa e operando seus instrumentos.

- Acionar motores de impulso, aumente a distância para quinhentos mil quilômetros senhor Kirk.

A Seleia começou a se afastar da anomalia até a distância determinada, Kirk manteve a posição compensando com os motores de impulso. Depois de alguns minutos a anomalia continuou crescendo até que dela surge uma gigantesca nave verde que lembrava um pássaro. Dessa nave então sai um feixe de energia na cor branca fazendo a anomalia desaparecer em alguns segundos. Todos na ponte da Seleia estavam estarrecidos com a imponência e o tamanho da nave, o pensamento deles era de que se fossem hostis os alienígenas de sua tripulação, a Seleia não seria adversária para ela.

Quando idealizaram e construíram a classe D\\\\\\\\\\\\\\\'Deridex a intensão dos romulanos é que ela fosse não só um símbolo do seu poder, mas algo intimidador, temido e que através dela, todos se curvassem ao grande Império Romulano. Nesse caso ela tinha cumprido bem o seu papel, diante da hesitação da outra nave, Shiran se perguntava o que deveriam fazer e onde eles foram parar, enquanto fitava a tela que mostrava a minúscula e antiga nave da Federação.

- Estou detectando uma nave da Federação diretamente à frente, cruzando com os bancos históricos, trata-se de uma nave da classe Daedalus.

T\\\\\\\\\\\\\\\'Renna quase não conseguiu esconder a irritação. Com a vastidão da zona neutra eles tinham que sair justamente junto a uma nave da Federação. Agora toda a tripulação saberia com toda a certeza que a missão os levou a uma viagem no tempo. Ficou com uma expressão pensativa sem saber o que fazer.

- Eles são uma ameaça à nossa missão. Destruam essa nave! Finalmente partiu a ordem da agente do Tal Shiar interrompendo longos segundos de silêncio.

Dolvok levou um tempo para processar a ordem, ainda se recuperando de um misto de surpresa e receio, ele mexeu no seu console disparando um dos disrruptores da nave. A Seleia foi atingida de raspão, mas foi o suficiente para causar um grande caos em seu interior. Os escudos absorveram a energia que certamente teria feito uma grande ruptura ao lado esquerdo da seção esférica, mas isso teve um preço, a energia foi maior do que se podia aguentar, então ela convergiu para a rede de distribuição, estourando vários paineis de operações e sistemas eletrônicos em toda nave ferindo vários tripulantes. O disparo também causou um tremor devido ao impacto no escudo defletor que de tão súbito não foi contido pelos compensadores anti-inerciais fazendo vários de seus tripulantes perderem o equilíbrio e caírem enquanto estão andando ou sentados em seus postos.

- Senhor, escudos caíram 77% com esse disparo, não vamos conseguir aguentar outro.

- Manobras evasivas! Gritou o Capitão.

- Kirk rapidamente manobrou a nave fazendo a meia volta e dando tudo que tinha de impulso, tentava se afastar para entrar em dobra, quando um ponto de luz verde surgiu do nariz da nave alienígena. Esse ponto começou a crescer enquanto se aproximava rapidamente, até explodir no escudo da Seleia, que caiu e deixou passar a maioria do impacto da explosão para o casco da pequena nave. A haste que sustentava a nacele direita de dobra foi despedaçada, e várias rupturas nas seções de engenharia e esférica foram abertas. Vários tripulantes foram tragados para o espaço pela descompressão, e vários ficaram feridos pelos tremores causados pelo impacto da explosão. Kirk se levanta do chão, pois tinha caído de seu posto e limpava o sangue que escorria do supercílio esquerdo. Olhando para os demais tripulantes da ponte que estava no caos, falava baixinho por várias vezes uma frase, que só foi interrompida pela explosão causada pelo segundo torpedo fotônico:

- Oh Deus eu queria tanto conhecer meu filho! Queria tanto conhecer meu filho!!

Clique aqui para a sexta parte.

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