Reescrevendo Star Trek XI: Capítulo 4 – Mais Variáveis Para a Equação

Olá pessoal, depois de um grande hiato devido a falta de tempo e falta de inspiração e pelos problemas que tivemos no site, finalmente consegui um tempo pra escrever e continuar a série de contos que reescrevem Star Trek XI. Espero que gostem!

PS: Para aqueles que iniciam a leitura agora, antes leiam os capítulos anteriores.

Introdução

Capítulo 1 - Os Laços

Capítulo 2 - O Encontro

Capítulo 3 - Causa Improvável

Após prender bem o cabelo e conseguir um uniforme de serviço comum à tripulação, T’Renna vai à area de carga carregando uma bolsa ao ombro. Pouquíssimas pessoas seriam capazes de reconhecer quem realmente ela era naqueles trajes. Era o que queria, quanto menos a tripulação soubesse, melhor. Calmamente cruzou a grande sala, passando pelas demais cargas armazenadas em direção a uma área protegida por um campo de força e rodeada por 3 quardas. Dirigindo-se a um deles ela lhe entrega um pequeno pad.

- Peço permissão de acesso a essa carga, aqui estão as credenciais assinadas pelo comandante.

O guarda verifica se está tudo correto e após o seu líder assentir, ele se comunica com um quarto guarda que não está a vista, este desliga o campo de força e o liga novamente após T’Renna entrar na área protegida. Ali estavam três grandes objetos de metal que tinham uma cor amarelo mostarda, com um formato de obelisco e os lados do casco logo abaixo da ponta transparentes, de onde se podia ver a luz amarelo ouro do plasma de dobra quanto ativados. Os mísseis estavam deitados lado a lado e se colocados em pé, teriam cada um dez metros de altura com uma base retangular medindo quatro por dois metros.

T’Renna usa uma ferramenta e retira a tampa que da acesso ao interior da primeira bomba, ali há um painel e uma tela com a frase em cardassiano: Código de acesso. Lamentou não ter conseguido fazer isso enquanto estava no cargueiro, mas não poderia ativar os dispositivos sem se arriscar a levantar suspeitas e precisava que pelo menos os painéis de controle estivessem ligados para testar as adaptações. Ela digita dois códigos que tinha memorizado e o painel muda para uma tela de operações também escrita na língua cardassiana, então após algumas verificações ela digita alguns comandos e arma é totalmente desativada. Usando outras ferramentas, ela desconecta o painel e mais algumas peças colocando as no chão, de sua bolsa retira um dos três comunicadores subespaciais que trouxe, cada um do tamanho de uma caixa de vinho, o coloca dentro da bomba e o liga a um relé de energia. Então pega o painel o reconecta usando um cabo de energia e o liga novamente testando o funcionamento do comunicador. Testa alguns comandos básicos e confirma que ele funciona perfeitamente. T’Renna recoloca o painel no lugar e as demais peças que tirou e após resolver o problema de adaptação do espaço, fecha a tampa da primeira bomba. As modificações levaram em torno de uma hora. Sem pausa, a agente do Tal Shiar repete a operação nas demais bombas.

Uma pequena nave riscava o território da Federação em direção à Zona Neutra Romulana. Se pudesse ser vista a olho nu, a nave de formato triangular estaria deixando um rastro de luz azul, emanando de suas duas naceles nas laterais. Acima do casco perto do vértice à frente, havia uma protuberância com janelas onde era o cockpit para apenas um piloto. Dentro dela um homem, de estatura mediana, pele de cor azulada, sem pelos, e uma formação de pele que o dividia em duas metades trajando um uniforme da Federação num design diferente. Seus vivos olhos pretos olhavam com atenção para um pad que continha as informações recebidas para a missão. De repente a voz feminina do computador interrompe sua leitura.

- Detectando anomalia temporal à frente.

- Obrigado por avisar Mai, estava completamente concentrado nessas informações. Cada dia que passa eu fico com menos sentimento de culpa por quebrar as regras e ter criado você.

- Obrigada! Estamos atrasados vamos chegar lá em mais dois minutos.

- Demoraram a nos dar essa missão, vamos ter que improvisar.

- Não é só isso, retrucou ela, nossos sensores que monitoram anomalias na linha temporal não tão sensíveis assim, ainda há uma grande dificuldade de determinar o período e o local exato. Quanto mais longe da Terra, mais difícil fica.

- Onde andou lendo essas coisas? Não me lembro de ter conversado sobre isso com você.

- Eu sou uma inteligência artificial lembra? Tomei a liberdade de estudar pra ser mais útil nas nossas missões e ter mais assuntos pra conversar com você.

- Estou lisonjeado! Responde o booleano enquanto sorri e pensa consigo que toda a culpa por ter descumprido as regras voltou com muito mais força. Tentou afastar o pensamento e se concentrar na missão. Estudava os instrumentos e sensores de navegação até que uma imagem chamou sua atenção na tela principal.

Eles chegam muito tarde ao local, uma grande anomalia temporal envolvia uma nave verde de difícil identificação por causa da distorção de sua imagem e do enorme campo magnético gerado por ela. Ridin então continua sua aproximação logo chegando ao alcance de disparo.

- Não conseguiremos destruir a anomalia antes que a nave romulana passe. Usando raio trator. Fala Ridin num tom de urgência.

O raio trator disparado atinge a nave romulana. Na ponte da Narkonna Shiran e Derak estavam em suas posições de destaque, enquanto T’Renna estava de pé ao lado do console de engenharia monitorando os efeitos que suas modificações fizeram. Tudo estava indo bem dentro do esperado. Até que Solon um jovem totalmente careca, de pele clara, sentado no console de navegação interrompe o silêncio da ponte.

- Estamos sendo atrasados por um raio trator. Disse o navegador.

- Disparar disrruptor nos emissores do raio trator. Respondeu Derak mecanicamente, como isso fosse coisa natural, afinal depois de tantas batalhas juntos eles eram uma tripulação entrosada, que conheciam os riscos e venceram a todos eles. O imediato tinha total liberdade para dar aquela ordem e fizera isso incontáveis vezes.

- Não faça isso! - Disse T’Renna, mas já era tarde. Dolvok que se orgulhava de sua agilidade operando o painel principal de armas em combate, já estava preparado para qualquer ordem de disparar vinda de seus comandantes, isso fez a diferença na guerra contra dominion e ele achava que faria diferença em qualquer outro tipo de missão.

Um raio verde emanou da popa da grande nave romulana atingindo em cheio a pequena nave, que só não foi completamente obliterada, por causa de sua tecnologia de escudos mais avançada, mesmo assim o raio provocou uma explosão que empurrou a pequena nave de seu curso, e fez a nave romulana entrar na anomalia temporal com um pouco mais de velocidade do que T’Renna calculara.

Após alguns segundos o booliano recupera o controle de sua nave, mas a Narconna já havia sumido junto com a anomalia temporal.

Clique aqui para a quinta parte.

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