Resenha do filme - BABEL

Mesmo não sendo um filme de Ficção Científica, eu o classificaria como um drama, este filme mereceu uma resenha. Ele possui elementos em sua narrativa que geralmente são presentes em filmes e contos de FC. Explorou bem a causa e efeito, e fez bom uso das várias perspectivas que um mesmo fato pode ter.

Lançado em 2006 e dirigido Alejandro González Iñárritu, Babel tem Brad Pitt e Cate Blanchett como as maiores estrelas. O filme se passa no Japão, México, Marrocos e EUA. E foi uma produção internacional com produtoras da França, México e EUA. Babel ganhou o Globo de Ouro como melhor filme teve várias indicações ao Oscar. Apesar do ótimo roteiro, esse filme teve alguns pecados em sua direção.

O que quero dizer com "causa e efeito"? Isso fica mais claro quando vemos um roteiro de viagem no tempo, um evento no passado influencia no presente e no futuro. Quando alguém volta ao passado e muda esse evento, essa mudança altera os fatos do presente e no futuro. Não é isso que ocorre em Babel, mas o filme possui quatro estórias separadas divididas em cenas do filme sem ordem cronológica. Ao final do filme você percebe que elas estão relacionadas, e que você pode mentalmente colocá-las em ordem, dando a idéia de uma cadeia de eventos.

O fato depende dos "olhos do observador". Esse filme, mesmo que de forma sutil, discorre sobre perspectiva. Cada um vê as coisas como quer ou como lhe foi ensinado a ver, e não existe diálogo ou troca entre essas perspectivas. Faz uma referência a um antigo problema humano, muitas coisas seriam evitadas se as pessoas conversassem entre si, e tivessem a mente aberta para entender a perspectiva dos outros. Nem tudo é exatamente como pensamos.

Devo aqui fazer um spoiler e um alerta. Infelizmente esse filme cometeu o mesmo erro do Código 46 e apelou para nudez. Novamente, eu não estou aqui levantando a bandeira do puritanismo ou coisa parecida, mas apelar para esse tipo de cena tira o foco do roteiro. Ninguém vai lembrar do drama da personagem, que ela era uma pessoa que sofria com o preconceito, que o filme queria mostra-la como uma pessoa comum, adolescente que quer ter um relacionamento como todos queremos ou queríamos naquela idade. Só lembrarão da cena "Sharon Stone" dela. O que poderia ser um retrato de uma adolescente comum, pois várias pessoas passaram ou passam por esse tipo de coisa, nessa cruzada de ser aceito, foi jogado pelo ralo. Se a intenção era mostrar o drama da personagem isso será ofuscado pela decisão de mostrar "mesmo" ao invés de apenas sugerir. Pois para bom entendedor meia palavra basta.

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Últimos Comentários

Guest - Ogro
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Também tive dificuldade de escrever essa resenha sem estragar as surpresas que o filme traz. Levei u...
Bom que você tenha escrito essa resenha. Eu fiquei pensando nela a muito tempo porque é um daqueles ...

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