Resenha de Star Wars O Despertar da Força

Acabei não resistindo às expectativas e cedendo também ao medo de spoilers de algumas pessoas, que simplesmente não entendem que é sempre melhor que cada um veja um filme com os próprios olhos. Seguem aqui minhas impressões e aviso a vocês que somente leiam esse artigo se já tiverem visto o filme. Faço spoilers aqui porque não conseguiria basear minha argumentação de outra maneira. Se escolher continuar, peço que tenha a mente aberta para o que vai ler. E paciência, pois é um texto bem grande.

Todas as vezes que faço análise de roteiros, as perguntas que sempre faço sobre eles são: O que trouxeram de novidades ao universo? Por que essa história foi escrita? As duas perguntas estão intimamente relacionadas. Qualquer continuação tem que trazer algo de novo ao universo sobre o qual fala. durante o seu desenrolar o roteiro deve mostrar por que foi feito e o que o universo ganha com essa nova história.

O filme seria ótimo se fosse o primeiro de Star Wars. Provavelmente quem o viu sem ver os outros deve ter se emocionado e adorado. Ouço várias pessoas falando muito bem, entretanto, quando você o compara com o que já foi estabelecido pela trilogia original, infelizmente fica muito aquém do que poderia ter sido. Sei que muitos de vocês devem estar pensando, lá vem essa história novamente. Peço que compreendam, os filmes originais estabeleceram uma série de premissas que devem ser respeitadas quando se faz continuações, isso não deve ser mudado sem uma explicação plausível e muito bem clara.

Além disso, você vai ao cinema esperando novidades e encontra um enredo que eu chamaria de um plágio descarado de uma Nova Esperança, com alguns exageros e algumas coisas que levam a crer que os roteiristas não entenderam como o universo funciona. A história começa no meio, nesse caso os personagens são unidos por acidente, detalhes são revelados conforme as cenas se desenrolam, mas no final das contas, tudo começa e termina exatamente como no Episódio IV.

O filme começa mostrando um piloto, Poe Dameron, que vai até uma aldeia de um planeta desértico, procurando parte de um mapa estelar que leva até onde está Luke Skywalker. Isso será o graal do roteiro, tudo vai girar em torno dessa informação. Exatamente como os planos da Estrela da Morte. Sem que saibamos como os imperiais descobrem que o piloto conseguiu o mapa ou como obtiveram a informação de que ele estava ali, um batalhão de stormtroopers desce, dizimando a aldeia. Eis que o tão esperado novo vilão da saga surge, Kylo Ren. Ao vê-lo, exatamente como a Leia no primeiro filme, o piloto esconde o mapa no seu droide e ele manda que ele fuja de lá. Quando o líder da aldeia é morto, o piloto tenta matar vilão jedi negro, este usa a força e detém o tiro como se parasse o tempo. Algo nunca feito antes, por jedi algum, e vimos muitos hein!!?? Como deteve o tiro com tamanha facilidade, ele consegue capturar o piloto da mesma maneira. Assim como Vader capturou Leia. Então manda executar todos os sobreviventes da tomada da vila. Um dos stormtroopers se recusa a participar da execução, descobrimos mais tarde que se trata de um dos personagens principais e o alívio cômico do filme. Só então após a cena da execução o tiro volta a condição normal e acerta um pedaço de metal. Foi uma maneira de mostrar como Ren é poderoso.

A cena muda para mulher, ela está num star destroyer caído parcialmente enterrado no deserto. A nave foi depenada e ela cata os restos de peças que ainda servem pra alguma coisa e as usa para trocar por comida. A cena nos mostra como sua vida é sofrida. Eis que por acaso ela encontra o droide de Dameron e o salva de alguém que não lembro mais o nome. Ele implora e acaba sendo levado por ela e desenvolvem uma relação de companheiros, tanto que recusa troca-lo por uma fortuna em rações levando o dono do posto de troca a ordenar que seus capangas roubem o droide.

Ren usa a força para torturar Dameron descobrindo que o mapa está no droide. Durante os preparativos dos imperiais para descer ao planeta para uma nova busca, Dameron escapa do cativeiro com a ajuda do stormtrooper que não participou do massacre, chegando ao hangar e roubando um tie fighter. Nessa cena descobrimos que além de mudar de cor, agora o caça permite um copiloto. Interessante notar também, que foi a única vez em que um copiloto é mostrado no caça durante todo o filme. Outro detalhe, após uma seção de tortura que deveria deixar sequelas ou no mínimo algum dano que fosse, Dameron pilota o caça como se nada tivesse acontecido. As forças imperiais continuam sendo retratadas da mesma maneira. O procedimento de segurança é falho e continua sendo bem simples escapar de uma nave militar fortemente armada. Em A Nova Esperança, Vader revela que permitiu que os prisioneiros escapassem para que os levassem à base rebelde. E dessa vez? Qual o motivo de terem escapado tão facilmente? Ora, se não fosse assim, o Finn que teve esse nome dado pelo piloto, antes ele tinha um número de série como alcunha, não se tornaria um dos personagens principais do filme.

E as coincidências continuam! Naturalmente se os imperiais sabiam que os planos estavam no droide e este estava no planeta, o que qualquer comandante faria? Um bloqueio para impedir que qualquer nave chegasse ou saísse. Eu pergunto a vocês, algo do tipo foi feito? Claro que não, descobrimos o porquê mais tarde. Abatidos pelos canhões da nave Dameron e Finn caem no planeta. Finn escapa da cabine em chamas e o que sobrou do tie afunda na areia ao lado dele. Imaginamos que ali era o fim de Dameron. Inexplicavelmente, sabendo que o caça foi abatido e principalmente tendo uma boa ideia de onde começar uma busca, os imperiais permitiram que Finn andasse por quilômetros até a aldeia mais próxima. Por que não mandaram um esquadrão de caças atrás dos fugitivos assim que perceberam que escapariam dos canhões? Por que não mandaram uma equipe de busca imediatamente procurar o local da queda? Tudo porque os roteiristas fecharam o cerco demais para fazer uma cena de pura aventura e esqueceram que os personagens principais tinham que se encontrar para o filme funcionar. Os imperiais só chegam na aldeia quando Fin e Ray já tinham se encontrado e dialogado. Cercados pelo tiroteio e a perseguição iniciada pelos stormtroopers, que finalmente avistaram Finn, eles só tem uma alternativa, se unir para escapar. Adivinhem como? Olha só que maravilhoso!!! Achei a Falcon parada no relento perto de mim, só esperando para eu escapar, não tenho ideia de como, mas sei quais seus códigos, então é facílimo destravar a porta da nave e liga-la depois de todos esses anos, e melhor, ela funciona maravilhosamente bem, e todos os defeitos que tinha no episódio IV sumiram.

Várias e várias vezes assisti a vídeos de crianças prodígio. Pela internet acha-se principalmente gênios da música, mas existem em várias áreas. Entretanto, tenho que estabelecer um contraponto aqui. Pilotagem como na música ou em qualquer outra área, mesmo que você tenha aptidão natural, precisa de treinamento. Ninguém grava ou expõe vídeos dos gênios quando estão aprendendo e errando, então as pessoas acham que as crianças chegam lá e no dia seguinte já estão tocando Beethoven. Não é bem assim, mesmo para eles existe um tempo de treinamento e dedicação. Como não sabemos nada da Ray fica difícil determinar o que ela sabe ao certo, mas convenhamos, as naves tipo a Falcon eram consideradas velhas já no episódio IV, então é plausível presumir que não sejam mais produzidas há muito tempo, no entanto vemos a garota pilotar e fazer manobras extremamente difíceis com a Falcon, que não parece ter sido afetada pelo tempo e batendo-a em todo lugar sem danificar nada. Dameron podia ter se juntado aos dois e pilotado a nave, já que ele reaparece magicamente na parte final. Mas é claro, é um filme de aventura, não deveria me preocupar com isso, os personagens principais tinham que escapar do cerco imperial.

Então mais uma peça do destino se desenrola, a Falcon sai do planeta e misteriosamente perde energia ao deixar a atmosfera. Uma grande nave a puxa para dentro do seu hangar, então descobrimos que de passagem ali estavam Han Solo e Chewbacca. Eles agora estão com uma nave beeeeeeeeem maior e continuam contrabandistas. Estranhei essa parte, Solo deveria ter uma tripulação, é impossível que apenas eles façam a manutenção de tudo que pode dar defeito numa nave daquele tamanho, ainda mais estando velhos. Han diz a Ray e Finn que a Falcon lhe foi roubada e após mais alguns diálogos a nave é abordada por dois grupos de gangsters que querem matar Solo porque ele está negociando com ambos quando não deveria. Por que não poderiam ter se falado pelos canais de comunicação se ele sabia eram perigosos? Mesmo assim Han os deixou entrar e obviamente uma perseguição começou. Ray liberta um grupo de criaturas que estavam sendo transportadas, nem vou perguntar como elas foram levadas às suas celas, interessante notar que elas comem todos os bandidos que pegam imediatamente, mas quando Finn é capturado a criatura apenas foge com ele. Será que ia pedir ao garçom que fizesse uma quentinha com o que sobrou do prato? Ray o liberta fechando as portas e cortando os tentáculos da criatura. Toda essa confusão aconteceu apenas para que Solo e Chewee voltassem à Falcon e abandonassem sua nova nave e que levassem os dois novos personagens principais.

Temos aí a cereja do bolo. Lembro-me como se fosse hoje quando ainda no episódio IV, Han explica ao Luke como é o hiperespaço, que devem ser feitos cálculos complexos de navegação, do contrário a nave pode ser destruída ao bater em alguma coisa. Eis que então a Falcon que sempre deu defeito ao fazer isso, entra no hiperespaço sem problema algum sem cálculo nenhum e passando através do hangar fechado. Esse é o primeiro indício de que os roteiristas não entenderam como o universo de Star Wars funciona ou resolveram simplesmente ignorar sabendo que a audiência geral também o faria. Então ficou fácil ignorar também que para entrar no hiperespaço a Falcon não poderia ter nenhuma interferência eletromagnética de nenhum tipo, coisa que tinha por estar dentro de outra nave, e ignorar que ela não poderia ter saído do hiperespaço na atmosfera de um planeta, já que o ar também é matéria e a nave seria destruída ao bater nela.

Finalmente descobrimos quem é o Jedi da história apesar do cartaz do filme nos induzir a pensar o contrário. Han Solo os leva a um bar e durante a conversa com a dona, Finn resolve fugir sozinho, enquanto Solo é convencido a voltar à luta contra o Império. Então o destino age novamente colocando Ray numa sala no subterrâneo do lugar e tendo flashes sobre coisas do passado e acho que algumas do futuro também. A Força agindo e arrastando-a até lá para achar o sabre de luz que pertenceu ao Anakin e ao Luke. Até ali não teve nenhuma dica do que ela era. Sabendo pilotar, consertar, outras coisas mais, ela escolheu só catar peças e ter uma vida de quase inanição num planeta remoto. Tudo porque algum tipo de ligação com a família ou um ente querido a prendia no planeta. Vamos ver quais escolhas os roteiristas farão para os próximos filmes, e eu espero que não continue como mais um buraco de tantos outros deixados pela equipe do seu JJ Abrams. Um palpite meu, essa cena me levou a crer que ela deve ser filha do Luke, espero que também não repitam o episódio IV nesse aspecto e a coloquem como irmã do Kylo Ren. Numa das cenas dos flashbacks faz parecer que ela foi deixada em Jakku de propósito, mais um caso de órfão pelos desígnios da força.

Obviamente os Imperiais chegam-la e mais uma cena de tiroteio tem início. Aparentemente Solo, Chewee e Finn contra um batalhão de troopers. Eles tem tempo de trocar armas enquanto atiram e temos até um stormtrooper jogando a arma de raios no chão só porque o Finn está com o sabre do Luke. Porque eu abriria mão de uma vantagem quando eu estou lutando pela minha vida? Eu encheria Finn de tiros à distância, nem vou mencionar que a armadura tem um peso considerável. Ela é para alguns tipos de proteção, convenientemente ignorado nos filmes e não dá toda essa mobilidade que vimos nessa cena. Desesperada com o que viu em seu sonho acordada, Ray foge para uma floresta onde é capturada por Ren. Ele ordena que o batalhão se retire depois obter a garota que aparentemente tinha visto o mapa, pois as forças rebeldes chegaram ao lugar para rechaçar o ataque.

Então veio a confirmação do que eu temia, era mesmo uma espécie de reapresentação do episódio IV. A Ray substituiu o Luke, o Dameron é o Wedge, o Finn faz o alívio cômico como o Han Solo, o Ren entra para ser o novo Vader, temos um novo Imperador ou como queiram, líder supremo Snoke, do qual sabemos tanto quanto Palpatine. Não podemos esquecer que a Aliança Rebelde agora se chama Resistência. Eu esperava que passados 30 anos no universo abordado pelo filme, algo tivesse mudado. Após os eventos ocorridos no Retorno de Jedi, deveria ter havido uma guerra civil nas forças imperiais pelo espolio de poder de Palpatine promovida pelos seus herdeiros políticos. Espero que ninguém ache que o imperador governava sozinho. Nesse contexto, o que era a Aliança Rebelde por estar unida e muito mais organizada, conseguiria angariar mais recursos e territórios conforme as forças imperiais perdessem recursos e pessoal em sua disputa. Teríamos algo mais parecido com o que os separatistas tinham, um governo forte lutando pelo seu espaço e com um poderio capaz de fazer com que a frota imperial temesse ficar extremamente vulnerável, mesmo depois de uma vitória numa guerra franca. Os dois lados se respeitariam mais e procurariam por fraquezas que pudessem explorar para ter uma vantagem. Mas o que vimos, foi a história partindo como no episódio IV, o Império contra os Rebeldes, ou como queiram, A Ordem contra a Resistência. Ficamos sem saber como houve esse retrocesso, o que aconteceu com a frota calamari, e de onde surgiu mais um mestre do lado negro. Deve ser mais um que escapou da caçada imposta por Vader aos escolhidos pela força. Será que vamos passar mais seis filmes sem conhecer quem é e quais as motivações do vilão mais poderoso?

Todo o esforço para que levássemos Ren a sério começa a ruir. Novamente temos o clichê de superestimar e exagerar o prodígio. E daí sobe exponencialmente. A Ray não só resiste à tortura de Ren usando a força, como reverte a situação e consegue informações dele. Sem treinamento nenhum ela facilmente ganha de um cara treinado. Tudo o que ele consegue fazer é descontar sua raiva nas paredes e equipamentos da nave. Se é tão fácil, porque ela não usou isso pra saber que seria atacada para que lhe roubassem o dróide? Será que todos os alienígenas de Jakku são como o Jabba? Imunes à manipulação mental pela força?

Na cena seguinte, temos o vislumbre de que Ren foi um dos principais motivos da separação entre Han e Leia, mas fica claro que eles ainda sentem muita coisa um pelo outro. Leia convence Han a tentar falar com o filho. Infelizmente há coisas que o tempo não conserta, depois de todas as atrocidades que fez era difícil que Ren se redimisse, mas o que os autores queriam é nos levar a ter uma esperança pelo que aconteceu ao Vader, para depois nos surpreender com um desfecho totalmente diferente.

O Império, ou seja, a Primeira Ordem culpa o que eles chamam de nova Republica pela impertinência da resistência e depois de um discurso inflamado ás tropas o comandante militar ordena a destruição dos planetas cede. Então conhecemos a nova estrela ou planeta da morte disparar, vemos um feixe de raios desafiar as leis da física dividir-se em cinco e destruir todos os planetas ao mesmo tempo. Interessante perceber que estavam quase lado a lado pela cena, parecendo estar todos orbitando o mesmo sol. Não sabia que em Star Wars se tinha tecnologia de terraformagem, pelo menos nunca teve em história alguma que eu li, e é extremamente raro dois planetas habitáveis existirem no mesmo sistema, que dirá 5 em sois perto uns dos outros. Se a tal nova arma do juízo final já estava terminada, e era mais que notório que aqueles planetas se opunham à Ordem porque resolveram destruí-los só agora? Poderia ter sido já no tiro inaugural. Em contra partida, por que a Resistência deixou que a construção daquilo fosse terminada? Por que não atacou antes?

A reunião do estado maior da Resistência para tratar da reação me lembrou a música Garotos do Kid Abelha. “São sempre os mesmos sonhos de quantidade e tamanho”. O holograma faz uma comparação da nova estrela da morte, nem sei como chamar isso, com a antiga. E vemos que ela é 10 vezes maior. Entretanto temcs que considerar que sua construção e manutenção também tiveram um tempo 10 vezes maior. Com muito menos materiais e energia eles poderiam ter construído 5 e ter muito mais mobilidade e cobrir uma área muito maior. Sem falar que em termos de defesa elas também eram melhores, apesar disso também não ter sido bem retratado no episódio IV. Então temos uma estrela da morte do tamanho de um planeta, com atmosfera respirável. Imagino que não consiga se deslocar pelo espaço e fazer a função de estação de combate e por isso seu raio destruidor se divide em 5. Sinceramente eu até espero isso de cavaleiros do zodíaco, mas jamais esperaria de Star Wars.

Novamente temos um esquadrão de caças que vão ao encontro da máquina do juízo final, exatamente como nas batalhas anteriores, eles tinham que acertar o ponto fraco protegido pelos escudos, porque assim Han invadiria o local, Ray teria que ser libertada, e aí teríamos o encontro de pai e filho. Finn e Chewee acompanham Han espalhando bombas nas salas do gerador dos escudos. Ray consegue escapar da sala de tortura após tentar três vezes usar a sugestão mental que Obi Wan usou no episódio IV, em um dos guardas. Quando confrontou um cara treinado não pareceu ter dificuldade, mas quando foi um cara comum teve que tentar três vezes.

Então chegamos ao maior spoiler e realmente a melhor cena do filme, a única parte em que você vê algo realmente diferente. Contrariando as expectativas, ao encontrar seu filho, numa cena realmente tocante, nos despedimos de um dos personagens mais marcantes da história do cinema. Num momento de conflito, em que escolhia entre o lado sombrio e o lado da luz, Kylo Ren mata seu pai, como uma forma de se livrar de todo o seu legado e se reafirmar como pessoa e como Jedi sombrio. Achava que seria contrariado o clichê da jornada do herói onde o mentor sempre morre. Mas foi feito de uma boa maneira, pena que logo após todo o esforço na construção de Ren cai por terra da pior forma possível.

Finn, Ray e Chewee fogem da sala do gerador para uma floresta, enquanto o contador de preparação de energia para o disparo do Planeta da Morte absorve energia do sol. Eu acho que numa das vezes em que levei a mão na testa devo ter perdido essa parte. Não achava que aquilo se movia, então o planeta absorveu energia do próprio sol onde orbita? Do jeito que foi pareceu que acabaria com a estrela e agora como ficará o sistema? O campo magnético gerado por um vento solar comum afeta bastante a Terra, imagina o efeito que a absorção de toda aquela energia faria com as pessoas e os equipamentos desprotegidos e com atmosfera do planeta? Ignorando isso Ren, Finn e Ray se enfrentam na floresta. Finn usa o sabre de luz e por incrível que pareça dá trabalho para ser derrotado por Ren. Temos aquela espada com aparador de luz, que é girada e sempre passa longe do punho do usuário, que apareceu no trailer e deixou todos loucos. E finalmente Ray enfrenta Ren. Se ele já teve dificuldades em acabar com Finn o que dirá de Ray, mesmo sem treinamento ela o derrota. O que não deveria acontecer nem se ela tivesse passado por um curso intensivo. Vader foi derrotado por Luke principalmente pelo sentimento que tinha por ele. E pelo conflito interno que estava passando, mas Ren não tinha absolutamente nada que o impedisse de derrotar Ray, ao contrário era o verdadeiro teste, onde falhou miseravelmente, tendo uma aprendiz como adversária. Estragou o personagem, tudo porque queriam um confronto final que não deveria ter acontecido, então mais do que exageraram na capacidade e habilidade da garota. Ninguém fugiu da luta e apesar de derrotados nem ele nem Finn tiveram nenhuma mutilação, e agora corte de sabre sangra.

A Euforia pela sobrevivência sobrepujou a tristeza pela morte de Han, não senti nenhuma dor ou pesar em nenhum dos personagens por isso. Uma pena!! Espero que pelo menos expliquem no próximo filme porque o Luke resolveu se isolar, e deixar a Ordem fazer o que fez e tantos perecerem. Gostaria que o Luke fosse desenvolvido como personagem e tantas perguntas sobre ele Ren e principalmente sobre esse tal Snoke. Sei que é uma passagem de bastão para outros personagens, mas a transição tem que ser feita direito, as respostas das perguntas principais tem que estar lá, e não nos levar a ler livros tentando tapar os buracos deixados de propósito pra fazer um filme com apelo comercial. Já perguntei isso em outras resenhas que fiz. Porque tudo tem que girar e depender somente da força? Porque não podemos ter um político ou estrategista comum como vilão? Os rebeldes vão ficar eternamente dependendo de um salvador milagroso?

O Luke é uma pessoa, a ideia de ter um mapa para encontrá-lo como se fosse um tesouro é muito estranha, para não dizer outra coisa.Se ele não quiser ser encontrado não o será. Por que não seria algo para um templo ou para holocrons com ensinamentos Jedi. Talvez isso fosse mais valioso que o próprio Luke, que parece ser alguem atormentado pela tarefa que lhe foi deixada. Mas gostaria de estar analisando e não presumindo. Esse filme tinha que ter copiado o rítimo, e não os elementos do Episodio IV, talvez tivéssemos um enredo melhor e personagens mais desenvolvidos.

Essas são minhas impressões iniciais, em outros casos eu veria o filme novamente, mas cada vez que penso sobre ele acho mais furos. Novamente peço que tenha a mente aberta e se não concordar rebata com argumentos.

 

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  • Guest - Renato de Paula

    Chança. concordo em tudo que você falou.
    E na boa, não vejo outra explicação para a origem da Rey, e toda a força nela contida, pelo que vi no filme e trailers, além de ser filha do Luke.
    Certamente, o Han e a Leia, sabem quem ela é.
    Perderam a oportunidade de criar um novo vilão tão bom quanto o Vader ou até mesmo o Thrawn para criar um Jedi Sombrio/Sith chiliquento.

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  • Guest - Luiz Mendes Jr

    Negócio é trocar Star Wars pelo Jodoverso

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  • Renato: O Han não me pareceu saber quem ela é, pelo menos tive impressão nas cenas em que interagiram.

    Luiz o explica para o leigo aqui que é o Jodoverso?

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  • Guest - Renato de Paula

    Sério? Me pareceu evidente. Outra coisa, realmente as viagens na velocidade da luz viraram praticamente um teletransporte... Quase instantâneo.

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  • Guest - Luiz Mendes

    Jodoverso é o universo de Space Opera criado pelo roteirista e cineasta Alejandro Jodorovski para os quadrinhos usando ideias que ele tinha elaborado para uma versão cinematográfica de Duna que nunca foi filmada. É um universo bastante rico, mas também com umas ideias bem loucas e viajadas. Há até um RPG baseado nesse universo. A primeira saga escrita no Jodoverso é \"O Incal\", história de 9 capítulos desenhada por ninguém menos que Moebius. Depois o Jodorovski se juntou ao Argentino Juan Gimenez e escreveu a Saga dos Metabarões, minha graphic novel preferida nesse universo. Mais tarde, foram publicadas Technopriests, Antes do Incal, Castaka, Megalex e Depois do Incal. Todas passadas nesse universo. Destas, só li Megalex.

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  • Guest - Bruno

    Fala, Chanceler. Concordo com muita coisa, mas pra mim o mais esquisito foi o planeta devorar o sol. Como eles vivem depois? Pior, e quando devorar os sois (assumindo estrelas binárias), o planeta vai navegar pelo espaço a procura de Nova estrela?

    Uma pequena correção, o sangue caindo do Kylo foi do tiro que ele tomou do Chewbacca.

    Por fim, acho que toda essa facilidade da Rey com a força vai ser revelada. No próximo filme. Pra mim ela já teve treinamento judicial quando criança e despertou. Aposto nela ser skywalker e mesmo que não seja, de ter sido aluna do Luke e escondida pra fugir do snoke.

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  • Guest - Bruno

    Correção do último post. Treinamento Jedi. Malditos corretores de celular.

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  • Essa história de devorar o sol, apesar de não mencionar mais claramente também me lembra a estrofe da música do Kid Abelha. Também é forçado como tudo que gira em torno desse planeta da morte. Eu sei que é ficção, mas tem um limite, um dos aspectos foi o que você mencionou. Eles precisam não só das estrelas, mas dos planetas também, todo filme ver estrelas e planetas explodindo como se fossem balões de festa de aniversário faz os adolescentes vibrarem, mas é mais um furo sob o ponto de vista criativo de um universo que vai continuar. O duro vai ser aturar no próximo filme que nenhuma consequência disso vai ser mostrada, pois Star Wars nunca se preocupou em mostrar como funciona sua sociedade, a não ser dar um nome a uns planetas e a algumas pessoas para justificar seus conflitos armados.

    Quanto à Ray, ela não deve escapar do clichê da força, e vão arrumar uma amnésia jedi pra ela. Escondida do Snoke é uma coisa, escondida de si mesma é outra. Ela só usou alguma coisa da força depois de pegar no sabre.

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  • Guest - Sauroth

    Concordo com quase todos os pontos que você levantou... porém os q eu não concordo são um pouco graves... fazem com q eu sugira que você veja o filme de novo, pois como assim você não reparou em:

    1- nas cenas em q fica explícito q o Ren tem uma relação sentimental com a Rey

    2- na cena em q ele toma o tiro do Chewbaca (e vc acha mesmo q ele ia matar o pai e ter concentração pra manipular a força direito e segurar um tiro? ele faz isso no início do filme pq não tem nada abalando o emocional dele ou tirando a concentração)

    3- nem reparou nas músicas fodonas q serviram de tema para o ataque da resistência, o Snoke e a chegada da nave do Ren (a primeira coisa q fiz ao chegar em casa depois do filme foi caçar a trila sonora)

    e por fim... não sei se vc viu, mas saiu um link com o roteiro, explicando certos detalhes q não ficaram claros (como por exemplo o fato de a Rey ter tido um impulso forte para o lado negro quando derrota o Ren - igual ao Luke quando derrota o pai), mas isso só mostra, na minha opinião, a incapacidade do JJ Abrams em mostrar o q ele mesmo se propõe a mostrar

    tirando esses três pontos q levantei, realmente concordo com todos os seus argumentos e adorei o seu texto, parabéns

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  • Vamos por partes. Eu posso realmente não ter percebido, mas não sou tão cego assim, algo explícito é tão claro, tão na cara que tem que ser verbalizado, ou com alguma atitude gestual tão clara quanto falar. Realmente não lembro do Ren dizer eu odeio a Ray, ou eu amo a Ray, ou eu já a conheço, ou algum gesto com as mãos bem claro que indicasse isso. Um suspiro ou um olhar não são coisas explicitas, são indícios mas não explícitos. E como podemos saber ao certo o que foi que o diretor quis mostrar se sabemos muito pouco sobre eles? Eu não sou infalível, mas explícito não foi não.

    Reconheço o meu equívoco. Falando com o pessoal depois percebi que não lembrava que o ferimento tinha sido feito pelo chewee, já houve um comentário acima também falando nisso até esse filme tiro de laser não sangrava, e um tiro daquela arma deveria ter causado uma explosão como aconteceu com os demais stormtroopers. Também não tinha me atentado que o Ren estava em conflito. Por isso que vários seriados usam atores experientes para lidar com personagens de máscara ou de maquiagem alienígena, há técnicas para se passar emoção, e eu não percebi nada do Ren, se um outro colega no face não tivesse falado sobre isso não ia me atentar. Mesmo assim é difícil aceitar que se eu entrar na academia hoje em uma semana seria capaz de vencer o meu professor numa luta mesmo que ele tivesse machucado e abalado emocionalmente. A experiência é primordial em várias áreas. O filme dá a entender que a Ray não tem treinamento, mas presumo que isso deve mudar já no próximo filme.

    Eu sou fã do Williams, provavelmente por isso vou comprar a trilha sonora, mas em momento algum tive aquele estalo como nas vezes anteriores de gostar de uma música na primeira vez que ouvi. Podem ter músicas diferentes mas nenhuma delas me marcou. Vou procurar a trilha também porque acho que vejo esse filme de novo só quando ele passar na TV aberta, ou se o segundo salvar a trilogia coisa muito difícil no atual estado.

    Até hoje alguns dos filmes mais complicados que vi na minha vida foram Syriana, A Origem, e Matriz, e nenhum deles foi publicado um link para fechar as pontas soltas. E não precisa, tudo está lá. Esse filme de Star Wars tem um roteiro simples, e para simplificar mais ainda colocaram toda sua estrutura, todos os seus atos, desenvolvimento de cenas iguais às do primeiro filme, então fica muito difícil aceitar que ainda temos que ter uma leitura complementar. Ou eles resolvem isso no próximo filme ou não tentam explicar mais. Minha antipatia também se deve à tentativa da Disney em se desfazer do trabalho do Lucas, dizendo que faria melhor e no final das contas entregar algo bem parecido com o que ele fez na nova trilogia. Saímos das invencionices que não se encaixavam para a cópia de elementos dos filmes originais que mesmo assim não se encaixaram.

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