Resenha de Filme: John Carter Entre Dois Mundos

Aceitando ao convite do meu amigo Maykon fui assistir a esse filme no último fim de semana. Gostei bastante provavelmente porque não tinha expectativa nenhuma nele.


John Carter é um veterano da Guerra Civil americana que se vê transportado para o planeta Marte, onde se envolve em outro conflito protagonizado por 3 raças.

E foi um bom filme, com certeza porque se baseou em uma grande saga que já possui um enredo famoso e realmente bom. O diretor direcionou a estória para um filme de aventura, era difícil esperar algo diferente de um filme da Disney, acho que os diretores queriam atingir ao público adolescente, pois o roteiro é bem leve e foram deixadas de lado toda a ambientação e descrição das raças e da sociedade. O que foi mostrado sobre isso apenas serviu pra embasar e dar um motivo para os acontecimentos em torno de John Carter.


O roteiro foi inspirado nos livros de Edgar Rice Burroughs, criador do Tarzan, a saga tem 11 livros, ou seja, dá pra imaginar que um abismo de coisas foi deixado para trás nesse roteiro, que foi baseado se não me engano, no livro A Princesa de Marte.

Taylor Kitsch é o ator principal e a direção é de Andrew Stanton, da Pixar, vencedor do Oscar de animação por "Procurando Nemo" e "Wall-E".

Para quem não conhece e não tem um apreço muito grande pela estória criada por Burroughs vai gostar muito desse filme. Tem humor, tensão, aventura e combates na medida certa. Os clichês de sempre estão presentes claro! Querer algo diferente é como ler Eu Robô de Asimov e esperar que o filme do Will Smith trouxesse algo no mesmo nível.

Não entendo por que as resenhas sobre o filme em si estão tão negativas. Esse filme é um filme tão bom quanto Eu Robo, e Eu Sou a Lenda. Vou dar uma lida em outras opiniões pra ver os argumentos dos seus detratores. Mas como filme de aventura John Carter prestou bem o seu papel.


Esse filme me atiçou a curiosidade em ler essa saga, da qual tinha ouvido falar mas não dei a atenção que ela merecia. Assim que puder vou procurar pelo primeiro livro, A Princesa de Marte, para ler. Ao que parece nos cinemas John Carter não deve continuar, visto que as críticas ao filme são muito grandes e pelo que se fala, a Disney terá prejuízo com ele.

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  • Guest - Maykon

    Se eu, que tenho uma memória péssima, consegui reconhecer que se tratava da adaptação de um livro que nunca li, e do qual só ouvira falar duas vezes na vida (aliás, até o lançamento do filme eu nem sabia que os livros eram do mesmo criador do Tarzan), e ainda assim me interessei é um absurdo imaginar que um fã conhecedor da obra não a reconheceria de imediato só de ouvir o título - Por mais que não seja o mesmo título do livro, é o nome do personagem principal! Com certeza reconheceram! Mas por alguma razão, não se animaram tanto assim a ir vê-lo... Ou eram tão poucos que não fizeram lá muita diferença.

    O erro da Disney não foi o de ocultar que se tratava da adaptação dos livros do criador do Tarzan... Foi justamente o contrário, o de direcionar o marketing únicamente aos fãs do livro, acreditando que todo mundo conhecia e amava John Carter, e que seu nome se venderia por si próprio, tal como acontece com Crepusculo...

    Na verdade, o que a Disney devia ter feito era mirar naqueles que nunca leram os livros, especialmente nos fãs de Crepúsculo, mais suscetíveis! São pessoas jovens, que gostam de cinema, e que curtem uma história de amor melosa entremeada com elementos fantásticos (geralmente sobrenaturais mas não necessariamente). A Disney podia ter enfatizado o romance entre Carter e a princesa, dando a idéia de um clima de conto de fadas (herói salva a princesa de cama do vilão, derrota o vilão e ainda ganha um reino); sem falar do lado aventuresco da história, para apelar aos fãs de capa e espada, tal como os fãs de Piratas do Caribe e Tolkien. E tudo isso sem precisar mexer no roteiro em si!

    Mas, ao se concentrar apenas em quem conhecia a obra, para quem seriam óbvias as parcas informações mostradas, a Disney se limitou a um mercado muito pequeno e que, devido a idade e experiência com adaptações ruins de livros, talvez nem respondesse muito bem a novidade. Deu no que deu! Quem não conhecia não recebeu apelo algum para ir assistir; e quem conhecia ficou com o pé atrás, com medo do ver o que teriam feito de sua amada história. Sobrou para pessoas como eu, que conheceram mais não leram, e que viram uma oportunidade de conhecer melhor a história sem muito investimento de tempo... ;-)

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  • Guest - Chanceller Martok (Alexandro Paulo)

    Chamar o filme de John Carter na minha opinião foi mais pra dissociar o filme da obra original, do que fazer marketing para os fãs do livro. Acho que o que eles queriam era que o público atual não associasse o filme à Obra original, para que "roubassem" a estória para sua marca. Mais ou menos como o Lucas e o Spilberg fizeram quando lançaram filmes do Allan Quatermain rebatizado de Indiana Jones.

    Perderam a oportunidade não só de promover o filme mas também a obra original, que sabemos que é muito mais rica e tem muito mais detalhes sobre esse universo. Por que o público atual não poderia gostar do filme se ele fosse claramente relacionado à obra original? Essa era a pergunta que eu queria fazer ao responsável pelo marketing.

    Não vejo que conhecer Marte impeça alguém de gostar da estória. Todo mundo sabe que não há vida em Marte, assim como todos sabem que não existem vampiros, muito menos aqueles que brilham no Sol. Não existem dragões, elfos, jedis nem sabres de luz. Toda estória tem sua mentira, essa mentira só deve ser coerente. Alguém deixou de ver King Kong por saber que não existem gorilas gigantes?

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  • Guest - Maykon

    só contra Marte ter uma atmosfera que um ser humano da Terra possa respirar sem qualquer ajuda de aparelhos... :-p

    E olha só quem fala, vc que desdenhou de Cowboys e Aliens porque era viagem demais misturar velho-oeste com alienígenas! :-p Tá certo que o filme é uma droga, mas isso é por causa dos roteiristas, não da temática. E não se esqueça de que vc mesmo não pretendia ver o John Carter, devido até aos traumas sofridos com Skyline e o novo Star Trash(digo, Trek).

    Além do mais, eu não disse que as pessoas não iam querer ver o filme só porque ele fala de vida em Marte... Eu só disse que esta foi uma das razões que eu levantei para mim mesmo na época para não aumentar meu interesse pela obra. Obviamente não deu certo, já que fui eu quem te chamou para ver o filme. :-D

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  • Guest - Maykon

    Até porque não dá pra dissociar o nome de John Carter da obra de Burroughs... O título da trilogia - da qual Uma Princesa de Marte é apenas o primeiro volume - é "John Carter of Mars", ou John Carter de Marte. A Disney simplesmente suprimiu o "Of Mars" do título. Já o "Entre Dois Mundos" da versão brasileira não passa de invenção tupiniquim... Se a intenção era dissociar o livro do filme, então o pessoal da Disney é ainda mais pateta do que eu imaginei, pois fracassaram redondamente! :-D Lembre-se, se eu consegui fazer a associação, não tem como um fã não ter feito...

    Me lembro de ter lido uma entrevista do diretor, ou produtor sei lá, do filme: ele se declarava fã incondicional dos livros, e disse que vinha guardando os direitos sobre ele na gaveta até que a tecnologia de efeitos especiais se mostrasse propícia ao tipo de filme que ele sempre sonhou fazer para a obra; o que tb soa estranho, já que os efeitos mostrados na tela poderiam ter sido facilmente produzidos com as técnicas já usadas por George Lucas em sua trilogia de Star Wars... Vai saber!

    O fato da Disney lançar uma versão do livro baseada em seu roteiro pode até corroborar seu ponto de vista... por outro lado, Cowboys e Aliens fez a mesma coisa, mas nem por isso o quadrinho que deu origem ao filme foi eclipsado pela versão roteirizada. Não seria meramente um novo padrão de mercado?

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  • Guest - Chanceller Martok (Alexandro Paulo)

    Quando disse a intenção de dissociar da obra original, é claro que isso visava o novo público. É claro que o fã comum faria associação facilmente, mas já que você cita o seu exemplo o tempo todo, mesmo você teve que se esforçar pra lembrar, então uma pessoa que esteja vendo esse universo pela primeira vez teria muito mais dificuldade de fazer associação do que você teve.

    Continuo com a minha ideia de que houve erro de marketing? Se hipoteticamente, depois de 50 anos de ostracismo, o bisneto do Lucas resolvesse relançar Star Wars, ele deveria fazer um filme chamado Anakin Skywalker?

    O filme não foi bem vendido, houve uma reversão aqui, são os filmes novos que se inspiraram nele e não o contrário, e isso deveria ser mostrado na campanha de marketing. Então publico novo o tratou com desdém.

    Os efeitos especiais poderiam ser feitos com as técnicas da segunda trilogia de Star Wars, pois os Tarks, não sei se é mesmo esse o nome, ficariam muito limitados se não fossem feitos em cgi. Nem preciso dizer que um exército desses alienígenas seria inviável de fazer com os efeitos que tinhamos na época da primeira trilogia de Star Wars e nem com as técnicas do Godzila.

    Hoje sabemos o suficiente de Marte pra torcer o nariz pra um humano sobrevivendo lá, realmente é uma coisa que você tem que aceitar na mecânica do universo desse livro. Assim como aceitamos outras mentiras em outros universos.

    Comment last edited on about 5 years ago by Chanceller Martok (Alexandro Paulo)
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  • Guest - anna julia

    ( o comentario orginal fora editado )

    Parabens.
    Voce ganhou um premio, por não saber a diferença entre resenha e resumo e deve ter tirado uma nota baixa no trabalho escolar que lhe pedia para resumir o filme.

    Mas infelizmente perdeu o premio porque xingar os outros por sua completa incompetencia não é incentivado neste site.

    Eduardo Castelhano.

    Comment last edited on about 5 years ago by Findreans ( Eduardo Castelhano )
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  • Guest - filme

    eu adoro esse filme

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  • Guest - Ogro (Creso)

    Filme excelente.

    Excelente em quê?
    01. Divertido (como muitos filmes da Disney).
    02. Bom roteiro.
    03. Bons efeitos (não são excelentes).
    04. Princesa BBG. (comparando com a princesa do Conan-Mamoa anoz Luz de BBG).
    05. Bom gancho pra continuação

    É uma pena que não resolvam fazer como o Nárnia (que se não estou enganado não faturou muito alto) e fizeram duas continuações...

    Mas sei lá... Acho que se fizessem uma divulgação melhor teria uma excelente franquia.

    Abraços do Ogro!

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  • Guest - Chanceller Martok (Alexandro Paulo)

    Acho que não só a divulgação não foi boa como também a aposta em mudar o nome do filme e não tê-lo colocado igual ao título do livro. Essa saga tem uma estória bem ampla que serviria de base para roteiros bem legais.

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  • Guest - Ogro (Creso)

    Gostei muito da ambientação e das possibilidades...
    Da mesma forma que vc, o filme me atiçou a curiosidade...
    Vou buscar o primeiro volume pra ler...

    Abraçosm do Ogro!

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