Resenha de Filme: A Batalha de Riddick

E quem disse que eu também não gosto de porcaria? Justamente por não esperar nada desse filme, eu me diverti tanto quanto me diverti ao assistir A Outra Face. Mas tenho que admitir que o roteiro tem várias escorregadas.


Esse filme usa o personagem Riddick e o universo ficcional criados pelo filme que aqui no Brasil se chamou de Eclipse Mortal. O personagem deve ter feito muito sucesso e por isso segundo um filme, e se não me engano algumas revistas em quadrinhos foram feitas com ele.

As pessoas criam um rótulo de que se um filme tem naves espaciais ele é de ficção científica, mas eu digo, este é um filme de ação, o ambiente é só um pano de fundo para que o Riddick tenha motivos pra surrar todo mundo. Rsrsrs Alias um ponto forte do filme, as coreografias de luta são bem feitas, sem aquela enganação de colocar a câmera em close e balançando pra disfarçar e economizar dinheiro não contratando alguém para coreografar as lutas.

O filme começa falando sobre um homem que acredita numa religião que crê num tal subverso, que seria uma outra dimensão, nem sei ao certo. Este cara lidera uma armada que usa a força para converter às pessoas a essa religião. Logo no inicio do filme ele usa uma arma “ultrasupermegapower” que destrói a superfície de um planeta. Aí vem a primeira contradição, o cara não queria seguidores? Então por que matou as pessoas do planeta?

Então muda para uma cena em que Riddick é caçado por mercenários. Ele os derrota e descobre que o religioso que ele salva em Eclipse Mortal contratou os mercenários para trazê-lo. Ele vai atrás do homem que salvou e descobre que ele quer que o Riddick impeça que o planeta em que estão seja destruído.

Temos aí a segunda contradição: Como um homem sozinho pode derrotar uma armada? Se o agente Maxwell Smart fosse responder à essa pergunta ele diria: “Ah, o velho truque da profecia do escolhido”. É isso mesmo! Riddick é o escolhido da vez e ele irá matar o grande vilão da estória.

Então continuando o clichê, depois de sabermos da profecia ela começa a se realizar, pois após se encontrarem, o vilão começa a cometer todos os tipos de erros de julgamento, soberba e autoconfiança irresponsável em seus superpoderes, causando os eventos que acabam no cumprimento da profecia. Ele foi morto por Riddick. Agora um cara que acredita numa profecia ao ponto de exterminar a raça do Riddick, vai lutar sozinho com ele?

O filme não termina aí, não vou contar como foi a última cena. Mas digo que me deu uma crise de risos da qual levei alguns minutos para me recuperar.

Aí vocês devem estar se perguntando: Você está reclamando de tudo isso e ainda sim diz que gostou? E eu respondo: Sim por causa do Riddick, eu gostei do personagem. Ele é como o Kratus, o Rambo, o “Shwarzza” em Comando para Matar. Aquele cara acima do bem e do mal que vence no final. Me lembra muito os tempos de RPG.

Também é bom assistir algo só pra se divertir e passar o tempo. Esse filme dá “um bom sessão da tarde”.

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